Problema com construtoras pode ser resolvido no processo de conciliação

Conciliação permite que tudo seja resolvido sem passar pela Justiça.
Processo chega a ser mais barato e mais rápido do que um processo.

Problemas relacionados a obras de engenharia não precisam ser resolvidos na Justiça. Um serviço gratuito de conciliação, em alguns estados, ajuda a fechar acordos.
O circuito de segurança do condomínio registrou o perigo: um pedaço do prédio despenca de uma altura de quase 30 metros. E não foi a primeira vez que isso aconteceu. "Uma vez caiu do andar inferior e, da última vez, caiu da cobertura", conta o síndico Frederico Militão.

A solução demora e é cara. Além de custas e honorários de advogados, ainda é preciso gastar com perícia técnica. E o tempo de espera é de, no mínimo, cinco anos.
Problemas com a construtora, com a obra do vizinho, o vazamento no andar de cima. Tudo isso pode ser resolvido de uma forma mais rápida, sem passar pela Justiça, em um simples processo de conciliação.
Por enquanto, só Paraná e Minas Gerais têm Câmaras de Mediação e Arbitragem dos Conselhos Regionais de Engenharia. Nesses estados, é só sentar e conversar em busca de uma solução.
Em Minas Gerais, a Defensoria Pública também participa da conciliação. Até quem já está na Justiça pode tentar um acordo no crea. a solução sai, em média, em 80 dias.
"A construtora vai estar aqui com um advogado, bem preparado. Então, a parte estando assistida pela Defensoria Pública, ela vai tar bem esclarecida dos direitos que ela tem", conta a defensora pública Débora Carvalho de Oliveira Leite.

Desde dezembro de 2012, foram mais de 200 conciliações e, de cada dez casos, oito são resolvidos. Judite mostra na entrada de casa o buraco feito pela água que vazava do quintal do vizinho. Foram seis meses de problemas até ela fazer a conciliação.
"Eu já estava ficando apavorada, e não precisou vir nenhum profissional de lá. Foi resolvido tudo através de conversa", afirma a microempreendedora Judite Ferreira de Almeida.
Fonte:g1.globo.com

A responsabilidade de administrar condomínios

Os síndicos e os participantes do conselho gestor, seja no processo de autogestão ou por contrato com uma administradora,  devem sempre ter absoluta consciência de que administrar um condomínio significa imensa responsabilidade. Afinal, está em jogo a segurança dos moradores, no caso de empreendimento residencial, e dos trabalhadores ocupantes de conjuntos comerciais, bem como o seu conforto, mobilidade, salubridade do ambiente, integridade física das pessoas e instalações e outros aspectos importantes para a qualidade da vida.

Considerados tais pressupostos, é necessária atenção constante com vários itens a serem inspecionados. Desde a simples troca de lâmpadas queimadas, até alguns preceitos essenciais para se evitarem problemas e riscos: prevenção e proteção contra incêndios; cuidado com as marquises; atenção constante com a estrutura da edificação; manutenção periódica dos elevadores; verificação permanente da existência de vazamentos e infiltrações; e dedetização anual contra insetos, inclusive o cupim, cuja proliferação pode comprometer até mesmo o concreto.

No tocante à prevenção e proteção contra incêndio, é importante manter em dia os extintores, criar, treinar e reciclar sempre uma brigada apta a enfrentar essas situações. É recomendável, ainda, solicitar uma vistoria ao Corpo de Bombeiros sempre que modificações e reformas forem realizadas. Nesses casos, devem ser analisados o sistema hidráulico, iluminação, saídas de emergências, estruturas de proteção e a mobilidade, caso a reforma tenha alterado entradas e saídas de pedestres e de automóveis.

As marquises dos prédios também devem ser inspecionadas regularmente. A manutenção e a conservação das fachadas devem ser sempre orientadas por um engenheiro. É necessário observar a legislação de cada município com relação à periodicidade e o órgão da prefeitura ao qual o laudo estrutural deve ser entregue.
Ainda com relação à estrutura do edifício há algo absolutamente prioritário: nenhuma reforma de andar, sala comercial ou apartamento residencial, bem como em garagens e áreas comuns, deve ser feita sem a orientação e autorização de um engenheiro, a partir de análise feita na planta estrutural da obra. Alterações em paredes e colunas feitas à revelia desse procedimento podem provocar grandes problemas, inclusive desabamentos, como já tem ocorrido.

Outra recomendação significativa refere-se à sinalização interna, independentemente do porte do empreendimento, seja ele vertical ou horizontal, residencial ou comercial. Em todos os casos é essencial que todos os ocupantes fixos e os visitantes possam identificar com rapidez e clareza as portarias normais e eventuais saídas de emergência, entradas e saídas de garagens, locais de acesso às escadas e aos elevadores, localização de extintores de incêndio e mangueiras. Em empreendimentos de maior porte, como o Cetenco Plaza Torre Norte, também é aconselhável placas sinalizadoras que orientem a locomoção dos visitantes. Isso facilita muito o fluxo de pessoas, principalmente em prédios comerciais com grande movimentação de pessoas.

O controle do acesso de visitantes, obviamente proporcional ao porte do condomínio, é outro item que merece muita atenção, considerando o crescente risco de “arrastões” em edifícios. É sempre recomendável recorrer à tecnologia do controle de acesso, ter câmeras estrategicamente distribuídas nas entradas, elevadores, garagens e áreas comuns, de preferência com a alternativa de gravação das imagens. É importante que becape das imagens fique guardado em outro local, fora do condomínio, possibilitando a consulta mesmo em caso de danos aos equipamentos e arquivos.

É decisivo, ainda, que os funcionários do condomínio sejam  treinados para operar os sistemas, orientar ocupantes e visitantes, controlar o acesso de pessoas e capacitados a enfrentar emergências. Moradores ou trabalhadores, no caso de conjuntos comerciais, devem conhecer as regras e procedimentos, de modo que saibam como proceder em qualquer situação. A boa gestão é crucial para se evitarem problemas, o bom funcionamento dos equipamentos, a melhor convivência das pessoas, preservação e valorização do imóvel.
Fonte:viva o condominio

Cuidados no uso do elevador

O elevador é uma máquina de transporte extremamente útil, mas seu uso requer cuidados para evitar acidentes, que muitas vezes são fatais.

O que você não deve fazer
Puxar a porta do pavimento sem a presença da cabine no andar;
Apressar o fechamento das portas;
Apertar várias vezes o botão de chamada;
Chamar vários elevadores ao mesmo tempo;
Fumar dentro do elevador;
Movimentos bruscos dentro do elevador;
Lotar o elevador com o peso acima do permitido;
Bloquear o fechamento das portas com objetos;
O excesso de lotação e de carga é perigoso e acarreta desgaste prematuro do equipamento.

Crianças
O elevador não é lugar de brincadeiras, portanto oriente as crianças para:
Não acionar os botões desnecessariamente;
Não dar pulos ou fazer movimentos bruscos dentro da cabine;
Nunca colocar as mãos na porta;
Não entrar primeiro no elevador, assim que a porta se abre.
Evite que elas usem o elevador sozinhas.
Exija da empresa de conservação que o acesso à porta do elevador seja bloqueado quando ele estiver em reparos ou revisão técnica.

Se o elevador parar entre dois andares...
Os ocupantes devem:
Manter a calma, pois o perigo não é iminente;
Acionar o botão de alarme e/ou utilizar o interfone para pedir ajuda;
Solicitar que chamem o zelador e, se necessário, a empresa conservadora ou o Corpo de Bombeiros;
Aguardar com calma.
Importante: Não force as portas nem tente sair por conta própria!
Se o elevador parar entre andares e a porta abrir, não tente sair pela abertura. O elevador pode voltar a funcionar no momento em que você estiver saindo. Aguarde a sua estabilização;
Nunca se afobe ao tomar o elevador;
Quando a porta do elevador abrir, preste atenção. Antes de entrar, verifique que a cabine do elevador está no andar. Falhas mecânicas permitem, às vezes, que a porta abra sem a presença do elevador, o que já provocou muitos acidentes fatais;
Entre no elevador e saia dele devagar, para evitar colisão com outros usuários. Não tente entrar no elevador enquanto os ocupantes estiverem saindo;
Ao entrar no elevador e ao sair dele, cuidado para não tropeçar nos degraus que se formam quando ele para desnivelado com o pavimento.

Incêndio
Em caso de incêndio, não utilize os elevadores.
O abandono do edifício deve ser feito pelas escadas, obedecendo ao plano de abandono.
Acidentes com elevadores são mais freqüentes do que se supõe. Os mais comuns são ocasionados pelo uso da chave de abertura emergencial de portas, por pessoas leigas, e posterior não travamento da porta, além do uso inadequado do equipamento, brincadeiras dentro da cabine e resgate inadequado de passageiros.
Todo prédio com elevador tem a obrigatoriedade de contratar uma empresa para fazer a manutenção.

O que exigir de empresa de manutenção
Ao contratar uma empresa de manutenção de elevadores, exigir o registro na Prefeitura e desconfiar de preços muito abaixo dos oferecidos no mercado.
Fazer constar do Contrato de Manutenção revisão preventiva mensal dos elevadores e uma vez por ano uma vistoria completa.
Pedir, a cada inspeção, a ordem de serviço devidamente assinada.
Verifique se os engenheiros responsáveis possuem registro no CREA.
É obrigatório que a empresa tenha um engenheiro responsável.
A empresa também deve possuir registro no CREA
Os elevadores devem passar por manutenção mensalmente.
Quando o elevador estiver em manutenção, as chaves de energia elétrica devem ser desligadas e o local em manutenção deve ser sinalizado para informar moradores e funcionários.
Pesquisas mostram que é no dia da manutenção que ocorre a maior incidência de acidentes e todo o cuidado é pouco, principalmente com a troca de horário de funcionários, placas de sinalização devem ser colocadas na garagem e no térreo, avisos devem ser afixado nas portas dos elevadores.

Observando o equipamento
Verifique sempre se as normas de segurança estão devidamente cumpridas:
O elevador não deve parar além de 5cm do nível do andar.
Parar entre os andares ou dar trancos.
Fio desencapado também é motivo de alerta.
Atenção em poças de óleo no chão ou infiltrações na casa das máquinas.
 
Se o elevador do seu prédio apresenta desnível de cabine, está parando entre dois andares, andando com a porta aberta ou com a porta sem abrir, deve ser interditado e a empresa de manutenção imediatamente acionada, porque são estes os principais sintomas de que o equipamento está com problema sério.
As brincadeiras dentro do elevador provocam 10% dos acidentes. Pular, balançar ou forçar a abertura da porta provoca parada da cabine desnivelada, ocasionando o acidente.
Não permita o acesso de estranhos ou moradores na casa de máquinas ou poço de elevador;
Não permita o uso da casa de máquinas como almoxarifado para guardar materiais do prédio, estranhos ao elevador;
Tenha a chave da casa de máquinas guardada em segurança e verifique periodicamente se a porta, que deve permanecer trancada, não foi forçada.
Fonte:http://www.bombeiros.pr.gov.br

Cuidados na instalação elétrica de casas e condomínios

Instalações elétricas bem mantidas são uma garantia de segurança para casas e condomínios
Muitas vezes, por falta de conhecimento da população e pela ausência de fiscalização, na hora da instalação da fiação elétrica são utilizados produtos de baixa qualidade, que não seguem as normas de segurança. "Um fio grosso nem sempre é sinônimo de segurança. É preciso utilizar o equipamento certo para cada tipo de instalação", explica o eletricista Edson Fernandes, da Água Verde Manutenções Elétricas.

Além de utilizar produtos de baixa qualidade, muitas vezes profissionais não habilitados para a função acabam fazendo instalações que causam problemas futuros. Já a falta de manutenção, nas instalações mais antigas, também ocasiona sobrecargas, curtos-circuitos, choques e até perda do patrimônio. "Um dos maiores problemas hoje nas instalações elétrica são ocasionados por pessoas que fazem instalações elétricas sem segurança. Os pedreiros, por exemplo, que muitas vezes acham que sabem fazer a instalação acabam deixando um trabalho mal feito por desconhecerem os sistemas elétricos, como o uso do disjuntores, painel de distribuição e outros equipamentos que garantem a segurança da fiação", comenta Edson.

Diante desse quadro, o Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre) elaborou um guia da Norma Brasileira de Instalações Elétricas, a NBR-5410, norma técnica existente há 60 anos, mas ainda é pouco conhecida por muitos profissionais eletricistas. O guia da norma é ilustrado, com uma linguagem fácil de ser compreendida, e está disponível para download, no site www.procobrebrasil.org, ou pode ser solicitado pelo site www.arandanet.com.br.

Também no site do Procobre, você pode avaliar o grau de qualidade e segurança de sua instalação elétrica, respondendo a perguntas sobre ocorrências na parte elétrica de sua casa. De acordo com suas respostas, você saberá se precisa chamar um eletricista. "Nas residências, as pessoas podem verificar o consumo de energia pela própria conta de luz. A Copel disponibiliza um histórico de consumo de energia. Se está havendo algum tipo de fuga de energia, o consumidor vai saber. Aí é hora de chamar um eletricista". Mas, em se tratando de condomínios, de nada adianta cada apartamento verificar o seu quadro de luz, fiação e equipamentos, se as instalações do prédio não estão em ordem.

Faça primeiro um histórico das contas de energia do condomínio, para verificar se o consumo vem aumentando (o que pode ser indício de problemas). Num circuito antigo sobrecarregado, por exemplo, o revestimento dos fios fica ressecado, podendo causar fuga de enerrgia ou até um curto-circuito. "Na maioria das vezes essa fuga de energia acontece nas iluminações externas, com um fio descascado ou mal isolado. A energia geralmente vai direto para a terra, para um muro, grade ou portão. É daí que vem o choque que muitas pessoas sentem quando encostam em grades ou portões", comenta Edson. Por isso, confie a revisão das instalações sempre a um eletricista habilitado, o qual não deve esquecer de verificar se as emendas de fios, em pontos de luz nos jardins e escadas, estão bem isoladas.

Segurança e Economia!
Além da segurança, também é preciso lembrar da economia. Vazamentos de água, por exemplo, causam maior gasto de energia elétrica, assim como bocais descobertos. Elevadores e sistemas de ar condicionado (especialmente em condomínios comerciais) são os itens que mais consomem energia nos edifícios. Em relação aos elevadores, o uso racional ajuda na economia e a limpeza dos dutos do sistema auxilia na economia, além de garantir a qualidade do ar.

A manutenção periódica do sistema elétrico de um condomínio ou de uma residência
é a melhor maneira de evitar problemas. “Ela evita danos futuros em todas as instalações elétricas”, explica Edson. Alguns dos procedimentos necessários são reapertos de terminais e limpeza de contatos. "O ideal é fazer a manutenção preventiva, ou seja, a troca dos equipamentos antes deles quebrarem, já que custa muito mais caro consertar do que manter”, completa.
Fonte: Procobre Brasil

10 cuidados na contratação de funcionários para condomínios

Se contratados sem os cuidados necessários, funcionários podem colocar segurança dos moradores em risco.
Câmeras, monitores, botão anti-pânico, sequenciador de imagens alternando as portarias e tantos outros equipamentos contribuem com a segurança no condomínio, mas não são suficientes. Segundo o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Hubert Gebara, o risco para os moradores pode estar dentro do prédio: os próprios funcionários, se contratados sem os cuidados necessários. Uma importante medida de cautela a ser adotada é exigir e renovar o atestado de antecedentes criminais de candidatos a qualquer vaga, desde porteiro, faxineiro, vigia e zelador, entre outros.

Não basta pedir essa documentação só no ato da contratação do funcionário. O ideal é que o atestado de antecedentes seja renovado a cada seis ou 12 meses. Já houve caso de um porteiro que tinha ficha limpa em São Paulo, onde foi contratado. Depois descobrimos que era suspeito de um crime praticado em outro Estado?, diz Gebara.

A seleção prévia do candidato tem de ser feita pela administradora do condomínio, que encaminha os três melhores perfis para o síndico escolher. O procedimento usual da empresa precisa obedecer os seguintes critérios:
1-     Realizar entrevista pessoal com o candidato, de preferência por profissional com conhecimento em processos seletivos e práticas de Recursos Humanos;

2-      - Exigir que o candidato preencha, de próprio punho e com letra legível, ficha com dados pessoais (nome completo, CPF, RG, endereço). Para evitar problemas com homônimos, essa ficha cadastral tem de conter também informações como nome do pai, da mãe, data, ano e cidade onde nasceu. Se possível, a administradora de condomínios deve providenciar análise grafológica das fichas, realizada por profissional capacitado;

3-      - Solicitar, na ocasião da contratação e renovar periodicamente (a cada 6 ou 12 meses), o atestado de antecedentes criminais;
 
4-      - Solicitar certidão negativa de cartório de protestos;

5-      - Solicitar certidão negativa do distribuidor Forense (Justiça criminal);

6-      - Solicitar certidão negativa da Justiça do Trabalho;

7-      - A administradora de condomínios deve analisar ainda, se o aspecto pessoal do candidato é compatível com a função para a qual ele se candidata;
8-      - Buscar referências nos dois últimos empregos do candidato. Falar diretamente com o síndico, para obter informações sobre temperamento e sociabilidade, bem como capacidade e conhecimento técnicos;

9-      - O período de experiência deve obedecer 45 dias de trabalho, prorrogável por mais 45 dias;

10-   - Os síndicos devem pagar aos funcionários dos condomínios salários compatíveis com os praticados no mercado. Assim, evita-se a dupla jornada de trabalho.
Fonte:http:www.faciladm.com.br

Câmeras de vigilância podem não ser tão seguras quanto você imagina

Cada vez mais as pessoas buscam alternativas para tornar os ambientes mais seguros. São várias as opções, como seguranças particulares, empresas terceirizadas de vigilância, alarmes e muitos outros. O fato é que entre essa grande gama de alternativas, as câmeras de vigilância se destacam como sendo as favoritas.

Presentes em condomínios, bancos, hotéis e nos mais diferentes empreendimentos, desde a banquinha da esquina, até grandes prédios comerciais, esse tipo de monitoramento sempre está lá para nos vigiar.

Porém, segundo um artigo trazido pelo Gizmodo, esse tipo de dispositivo é mais inseguro do que muita gente imagina. De acordo com o site, as câmeras podem ser facilmente hackeadas por indivíduos mal-intencionados.

Isso acontece porque as marcas mais famosas desse tipo de equipamento trazem conexão com a internet para que seja possível a realização de acessos remotos. Tudo bem, isso é um ponto positivo. No entanto, o problema é que, também de fábrica, elas vêm com senhas de acesso muito fáceis – algo que facilita bastante a vida dos hackers de plantão.

E o resultado, segundo Justin Cacak, Engenheiro Sênior de Segurança ouvido pelo Gizmodo, é que os bandidos conseguem assumir o controle das câmeras sem realizar grandes esforços, mudando a direção para a qual elas se encontram apontadas, interrompendo gravações e alterando o nível de zoom dos equipamentos.

Comprovadamente fácil
Para tentar mensurar a facilidade que os hackers encontram na hora de invadir sistemas fechados de segurança, Cacak e a sua equipe conduziram alguns testes com os clientes da sua empresa, a Gotham Digital Science.

Durante o trabalho, o time conseguiu invadir com facilidade mais de 1.000 circuitos de vigilância, acessando-os remotamente pela internet. E o pior: eles encontraram senhas absurdamente fáceis, como “admin”, “user”, “1111” ou “1234”, além de muitas outras.

Esses códigos são geralmente utilizados pelas empresas que vendem os equipamentos e são padronizados para que o “dono” do sistema as substitua por alguma chave de acesso personalizada. Entretanto, segundo o engenheiro, em 70% dos lugares pesquisados isso não ocorreu.

Riscos reais
Senhas fáceis combinadas à uma rede ligada à internet e sem controle de acesso são elementos que facilitam demais a vida dos indivíduos mal-intencionados. E isso pode trazer grandes riscos para o local que as câmeras deveriam ajudar a manter mais seguros.
Fonte:tecmundo.com.br

Acordo é melhor opção para briga entre vizinhos em condomínios

Falta de pagamento e vagas de garagem são motivos para brigas.
Animais de estimação também causam conflitos entre vizinhos.
Brigas entre vizinhos nos prédios de apartamentos são cada vez mais comuns. As causas mais comuns são a falta de pagamento do condomínio, os animais de estimação e as vagas de garagem. Nesses casos, chegar a um acordo antes de recorrer à Justiça é sempre a melhor opção.
Um morador perdeu a cabeça, quebrou o limpador de pára-brisas, a antena e a maçaneta do carro de uma vizinha. Tudo porque ela estacionou na vaga dele. Em outro caso, uma moradora foi agredida por três mulheres dentro do elevador. Ela teria arranhado o carro de uma delas na garagem e as moradoras acabaram brigando feio. Muitos prédios têm mais carros do que vagas, o que resulta em motoristas ficando presos, sem poder sair. Outro motivo para brigas.

Os condomínios têm mais carros e mais cachorros também. Pesquisa da Associação de Petshops, metade das famílias brasileiras tem animais domésticos. Os síndicos não podem proibir, mas é importante que os animais não incomodem a vizinhança. Em alguns prédios, por exemplo, os cachorros não podem circular na área de lazer e só podem usar o elevador de serviço.
As regras para garantir a boa convivência precisam ser aprovadas em assembléia por, pelo menos, dois terços dos moradores. A convenção do prédio pode definir também multas para punir o condômino antissocial, como prevê o Código Civil.
Antes das multas e até mesmo da Justiça, o melhor caminho ainda é ter uma boa conversa. “Tenta solucionar esse conflito de forma extrajudicial. Converse com esse condômino infrator, veja quais são as razões. Primeiro faça uma notificação ou uma advertência”, sugere Ana Paula Alves Cunha Lima, advogada especialista em direito imobiliário.

A inadimplência das taxas de condomínio também é motivo de dor de cabeça. Quem paga em dia reclama. “Isso causa uma revolta, uma indignação naqueles que pagam, que não deixam de pagar porque sabem que existe uma necessidade de limpeza, de água”, afirma a administradora Fádua Pinheiro.
Os moradores de um prédio de Belo Horizonte conseguiram acabar com a inadimplência, reduzindo os gastos. Eles mandaram construir um poço artesiano e uma subestação de tratamento de água e não usam mais a água da companhia de abastecimento. Além disso, o gás passou a ser encanado. O resultado é uma economia de R$ 10 mil por mês. “O condomínio passou três anos sem aumento, foi fundamental para a economia dos moradores”, relata o síndico Maurício Giacóia.

Como lidar com o barulho (o seu e o do seu vizinho):
- Conheça as regras do condomínio sobre o barulho, como horários permitidos e os tipos de sons toleráveis. Respeitando as regras, você estará respeitando seus vizinhos.
- Se algum vizinho lhe incomodar uma vez ou outra, e não constantemente, se coloque no lugar dele antes de discutir. Um dia, você também poderá receber visitas até um pouco mais tarde, por exemplo.
- É inevitável: crianças fazem barulho. Se o problema persistir, procure o síndico.
- Sons como os passos do vizinho de cima ou móveis se arrastando são muito comuns em quase todos os condomínios. O uso de tapetes pode amenizar o problema.

Como usar a garagem (corretamente!):
- Jamais pare o carro na vaga que não seja a sua, mesmo que por cinco minutos.
- Ao estacionar, não ultrapasse as demarcações da sua vaga e centralize o veículo dentro deste espaço.
- Não use a vaga como depósito de móveis e entulhos.
- Dirija com cuidado, acenda o farol e não ultrapasse o limite de velocidade estabelecido.
- Se bater ou raspar em algum carro, comunique o proprietário do veículo.
Fonte:g1.globo.com