Os animais em condomínios: direitos (e deveres) de todos

*Luis Guilherme Russo
Ter ou não ter, dentro do apartamento, um animalzinho de estimação. Eis a questão que envolve, no entanto,  não apenas o lado social ou as implicações de ordem meramente psicológica. Fatores legais e até de "direitos humanos" invadem cada vez mais a palpável solidão urbana configurando novas formas comunitárias que põem em xeque condomínios e relações de vizinhança. Pois não se trata apenas de encontrar vias corretas para contornar impactos negativos, como divergências especialmente em condomínios de edifícios que não admitem em suas convenções e regulamentos internos a existência de animais de estimação. Ou, quando os admitem, estabelecem características que desafiam o bom senso com a capacidade de gerar demandas judiciais.

Como a convenção condominial é o documento que regula as principais matérias atinentes ao condomínio do edifício, o Código Civil é sempre invocado em seus artigos 1.332 e 1.334. Não obstante, os condôminos possuem autonomia para criar, em convenção condominial ou regulamento interno, direitos e deveres adicionais aos moradores, desde que estes não contrariem as disposições legais. Não é raro, portanto, que condomínios estipulem proibições genéricas em relação à permanência de animais nas unidades autônomas ou que limitem essa possibilidade a determinados tamanhos, espécies ou quantidade. Essa vedação, em tese, alcançaria, inclusive, moradores que viessem a habitar o condomínio posteriormente à aprovação desses instrumentos.

Claramente, convenções e regulamentos restritivos acabam por gerar um grande impasse para quem anseia a companhia de  um animal, incorporando-o à família e, ao mesmo tempo, não abrindo mão das condições de  conforto e segurança coletivos.

O direito de propriedade é fundamental. Está consagrado pela Constituição da República em seu artigo 5º “caput” e inciso XXII. Essa consagração inclui os animais de estimação, pois são considerados legalmente "coisas" passíveis de serem apropriadas e possuídas. Não obstante, o próprio Código Civil ( artigo 1.335, inciso I) assegura expressamente que é direito do condômino usar, fruir e livremente dispor de suas unidades. Com isso é possível afirmar que as convenções condominiais e regulamentos internos contrariam tanto a Constituição como a lei de condomínios edilícios. A jurisprudência tem entendido também serem contrárias ao direito de propriedade quaisquer espécies de vedações genéricas, em convenções condominiais ou regulamentos internos, da presença de animais de estimação nas unidades condominiais.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) assentou entendimento recente, segundo o qual independentemente de proibição em convenção, regulamento ou deliberação de Assembleia Geral de Condôminos, a expulsão do animal de estimação do condomínio apenas é possível em três hipóteses: se causar incômodo, risco à segurança ou risco à saúde de outros moradores. Isso implica em comprovações, não sendo possível a remoção do animal por simples alegação de violação a documentos ou deliberações condominiais.

Entendemos de suma importância que convenções condominiais e regulamentos internos façam expressa previsão em relação aos deveres a serem observados por aqueles que mantêm animais em suas unidades autônomas, bem como as faltas capazes de tornar intolerável a permanência do animal de estimação. Mesmo assim, as questões devam ser analisadas em busca de solução pacífica e que equilibre os direitos de todos de modo a garantir harmonia entre os proprietários e possuidores.

Concluímos, que apenas em casos em que ocorrerem flagrantes desrespeitos a padrões de conduta adequados é que se deva afastar o animal de estimação do condomínio. Porque a maioria dos casos se resolve com bom senso. Do lado daqueles que vigiam os animais, o bom senso envolve atitudes como mantê-los em suas residências, passear com eles sob controle de coleira, guia e mordaça.

Para não lhes provocar estresse, o uso do elevador social deve ser evitado. O dono também não deve permitir que o animal suje as áreas comuns e, se isso acontecer por acidente, providenciar a limpeza o mais rápido possível. É importante lidar responsavelmente com quaisquer comportamentos que possam causar (odores, latidos ou miados excessivos, por exemplo). Mas também é necessária a compreensão de que, mesmo quem não gosta de animais, tem o dever de respeitá-los, pois todos são protegidos por leis e são seres vivos dignos de nossa consideração.

 É preciso também rever vários mitos, dentre eles os de que animais são "cheios de doenças"; na verdade, o risco de se contrair uma doença infectocontagiosa de qualquer pessoa nas ruas, no trabalho, etc... é imensamente maior do que de contrair uma doença de um animal saudável, vacinado e vermifugado .

Nós da Irigon sempre orientamos nossos condôminos e síndicos a resolverem tais questões com o bom senso, pois do contrário as batalhas judiciais serão árduas estando as leis inclinadas a proteger os animaizinhos de estimação. Aconselhamos a que nossos síndicos revejam as convenções e regulamentos de seus condomínios para que se adequem à nova realidade, aceitando os bichos, mas mantendo a ordem e o bom convívio social.

*Luis Guilherme Russo é diretor-presidente da Irigon, empresa especializada em administração de condomínios e locações de imóveis. É formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui mais de 30 anos de experiência no ramo imobiliário
Fonte:www.segs.com.br

Dicas para morar em condomínio

Confira aspectos que você deve ficar atento ao optar por um condomínio residencial pela primeira vez
Cada vez mais pessoas passam a viver em condomínios residenciais e é importante conhecer os direitos e deveres dos moradores nesses casos

Cerca de 30 mil pessoas passaram a morar pela primeira vez em condomínios residenciais em São Paulo em 2012, de acordo com uma projeção feita pela Lello Condomínios. E, em geral, as principais dúvidas de quem está de mudança são em relação às despesas e às vagas de garagem, que podem variar conforme a convenção e o regimento de cada empreendimento. Leia abaixo algumas dicas do que é importante prestar atenção ao passar a viver em um condomínio.

1. Informe-se sobre o regulamento do condomínio.
Os novos moradores devem receber informações sobre as normas provisórias, regras de convívio, horários de mudança e normas de utilização dos espaços. Também são informados a quem deverão dirigir as dúvidas relativas a vícios construtivos”, diz Angélica Arbex, gerente de relacionamento com o cliente da Lello Condomínios.

2. Conheça as principais regras gerais.
Elas geralmente tratam sobre segurança, barulho, funcionamento do salão de festas, regras para o uso das áreas de lazer e convivência, dinâmica das vagas em garagem, normatização da presença de cães e outros animais de estimação nos apartamentos etc.

3. Participe das assembleias.
Há regras que devem ser observadas e os moradores precisam se adaptar à convivência com os vizinhos e funcionários. “É importante que haja harmonia entre todos e o papel do síndico é fundamental nesse sentido. Os moradores devem estar mobilizados para conviver pacificamente, zelando pela boa conservação das áreas comuns, patrimônio de todos”, ressalta Angélica.

4. Acompanhe e opine nas decisões das reuniões de condomínio.
O orçamento do condomínio é definido na assembleia ordinária, que normalmente é anual. A partir da aprovação da maioria dos condôminos, a cota condominial é definida. Ao longo do ano pode haver reajustes, principalmente se houver altas nas tarifas de água e energia.

5. Entenda as taxas divididas entre os moradores.
Além da unidade privativa (apartamento ou casa), o terreno, a edificação e os equipamentos do condomínio são de propriedade comum. Por isso, as despesas serão rateadas pelos condôminos pela fração ideal (parte indivisível das áreas comuns e de terreno correspondente à unidade autônoma de cada condômino). “Os moradores de condomínios rateiam as despesas da folha de funcionários, que representam cerca de 50% do total, além de água, energia elétrica das áreas comuns, gás, manutenção e conservação de elevadores, portões, bombas e outros equipamentos e de despesas administrativas, que costumam responder por menos de 5% do total”, explica Angélica.

6. Saiba diferenciar despesas ordinárias e extraordinárias.
As primeiras se referem ao funcionamento do dia a dia do prédio. Já os gastos extraordinários são as obras de acréscimo ou reforma no condomínio, que precisam ser votadas e aprovadas em assembleia.

7. Prepare-se para um aumento de gastos no final do ano.
De acordo com Angélica, em outubro, geralmente acontece o dissídio dos funcionários de condomínios. O melhor é planejar para que esse valor seja diluído ao longo das 12 cotas do ano.
Fonte:webcasas.com.br

Ação educativa orienta crianças sobre como usar de forma correta e segura elevadores, escadas e esteiras rolantes.

O sobe e desce dos elevadores e o vai e vem das escadas rolantes, muitas vezes, viram brincadeiras para a garotada. É comum a criança que mora em condomínio passear sozinha de elevador, apertar botões de vários andares ou segurar a porta para o coleguinha entrar. Em outros locais, como nos shopping centers, por exemplo, a escada rolante é o objeto de desejo da garotada que se arrisca em manobras perigosas como descer em sentido contrário ou sentar nos degraus.

Apesar de parecer pura diversão, brincar no elevador ou na escada rolante não é uma atitude segura para as crianças. Por isso, é importante aprender o que é certo e errado desde pequeno.
Para orientar as crianças e conscientizar os pais sobre como usar corretamente e com segurança os elevadores, as escadas e as esteiras rolantes, uma empresa fabricante e prestadora de serviços de manutenção, realiza em outubro, mês das crianças, a ação sócio-educativa Faça a Coisa Certa.

Em sua 5ª edição, a campanha tem por objetivo informar a população, principalmente os pais, sobre este importante assunto, ajudando na prevenção de incidentes.
Este ano, a ação acontecerá no dia 06 de outubro, em parceria com 17 shoppings em 14 cidades de nove Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Ceará e Amazonas. (veja abaixo relação completa)

Na ocasião, as crianças vão receber um kit, contendo o gibi “As aventuras do SUPER ZERO & Zug”, que traz em linguagem didática várias situações do dia a dia e como devem agir. Uma
versão digital do gibi poderá ser encontrada no site da empresa (www.thyssenkruppelevadores.com.br). Outros materiais foram desenvolvidos para a garotada aprender brincando a qualquer hora e lugar: o jogo on-line “Faça a coisa certa” que também estará disponível no site da empresa e um vídeo que ensina a usar corretamente o elevador e poderá ser visto no YouTube (www.youtube.com/SeuElevador).
Faça a coisa certa

Em algumas cidades do País, leis municipais proíbem as crianças menores de 10 anos de usarem o elevador sem a presença de um adulto, ampliando a segurança dos pequenos.
Já, no caso das escadas e esteiras rolantes, a Norma Brasileira (NBR NM 195/1999), determina o uso de avisos de alerta nos locais onde os equipamentos serão instalados para chamar a atenção dos pais. Não há dados específicos sobre o número de crianças envolvidas em ocorrências registradas pelo Corpo de Bombeiros com elevadores, mas a prevenção continua sendo o melhor caminho. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% das 830 mil mortes de crianças/ano que ocorrem no mundo por causa de acidentes, poderiam ser evitadas, por meio da adoção de comportamentos seguros.

“A ação preventiva está na base da nossa atuação como prestadora de serviço de manutenção em elevadores. Esta mesma filosofia queremos levar aos pais e às crianças, por meio desta ação. A conscientização da população sobre a importância de um ato seguro é nosso objetivo”, atesta Sérgio Martins Cardoso, Vice-presidente de Serviços da ThyssenKrupp Elevadores.
Fonte:www.monciel.com.br

Aprenda escolher o extintor de incêndio adequado.

VOCÊ SABE COMO ESCOLHER UM EXTINTOR?
Aprenda como escolher o extintor de incêndio adequado para suas necessidade e estabelecimento.
O quadro abaixo apresenta para você que para cada tipo de material que queima é preciso usar um tipo de extintor de incêndio especifico, veja:

TIPOS DE EXTINTORES 
Classificações de um incêndio
Classe A - são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixam resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibras, etc.;
Classe B - são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície, não deixando resíduos, como óleo, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc.;
Classe C - quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.
Classe D - elementos pirofóricos como magnésio, zircônio, titânio

EXTINTOR DE ÁGUA PRESSURIZADA
 Pressão Permanente
Não é provido de cilindro de gás propelente, visto que a água permanece sob pressão dentro do aparelho. Para funcionar é necessário abrir o registro de passagem do líquido extintor.
para usar  retire o pino de segurança. Segure a mangueira e apertar o gatilho, mire o jato em direção ao fogo. Uso excluisvo para madeira, papel, fibras, plásticos e similares.
 
EXTINTOR DE ÁGUA
Pressão Injetada
A água é o agente extintor  mais comum. Usa-se a como neblina para o resfriamento de superfícies líquidas; emulsificaçõeo de óleo; proteção de pessoas, estruturas, máquinas e equipamentos; diluindo (alcools, amônia); e absorção do calor desprendido na combusão.
A água, contudo, não deve ser usada em incêndios que envolvam: equipamentos elétricos energizados; materiais reativos com a água (carbonatos, peróxidos, sódio metálico, pó de magnésio, etc); e gases liquefeitos por resfriamento.Para usar o extintor:
 
Para usar:
retire a trava ou o pino de segurança;
Empunhe a mangueira; Mire no fogo e dispare
 
EXTINTOR  PARA INCÊNDIO de CLASSE B
Em caso de Incêndios de classe B , deve usar espuma , pó comum, também conhecido como Pó BC, dióxido de carbono,  gás carbônico ou CO².
 
Para usar:
Vá com segurança até o líquido em chamas, com o extintor invertido (de cabeça para baixo) direcione o jato para o liquido de forma que o cubra como uma manta.
 
EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO SECO
Pode ser o Bicarbonato de Sódio ou de Potássio que são tratados para absorver a umidade. O propulsor pode ser o Gás carbônico ou Nitrogênio. O agente extintor cria uma nuvem que exclui o oxigênio e logo depois são acrescidos à nuvem, Gás carbônico e o Vapor de água devido a queima do Pó.
 
EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO (CO2)
Atua sobre o fogo em que a eletricidade  esta presente. É usado em  pequenos focos de fogo em líquidos inflamáveis (classe B) e em equipamentos energizados (classe C).
O Gás Carbônico não conduz eletrecidade.
 
Para Usar:
quebre o lacre e remova o pino
Segure  difusor e aperte o gatilho com a mão esquerda;
Acione a válvula com o jato votado para base do fogo;
 
EXTINTORES DE PÓ MULTI-USO OU PÓ-ABC
Para as três classes extintoras.
Lembre-se que o extintor de incêndios só serve para o início de um incêndio, quando o fogo ainda é pequeno.
Fonte:http://guaruchama.com.br

Problema com construtoras pode ser resolvido no processo de conciliação

Conciliação permite que tudo seja resolvido sem passar pela Justiça.
Processo chega a ser mais barato e mais rápido do que um processo.

Problemas relacionados a obras de engenharia não precisam ser resolvidos na Justiça. Um serviço gratuito de conciliação, em alguns estados, ajuda a fechar acordos.
O circuito de segurança do condomínio registrou o perigo: um pedaço do prédio despenca de uma altura de quase 30 metros. E não foi a primeira vez que isso aconteceu. "Uma vez caiu do andar inferior e, da última vez, caiu da cobertura", conta o síndico Frederico Militão.

A solução demora e é cara. Além de custas e honorários de advogados, ainda é preciso gastar com perícia técnica. E o tempo de espera é de, no mínimo, cinco anos.
Problemas com a construtora, com a obra do vizinho, o vazamento no andar de cima. Tudo isso pode ser resolvido de uma forma mais rápida, sem passar pela Justiça, em um simples processo de conciliação.
Por enquanto, só Paraná e Minas Gerais têm Câmaras de Mediação e Arbitragem dos Conselhos Regionais de Engenharia. Nesses estados, é só sentar e conversar em busca de uma solução.
Em Minas Gerais, a Defensoria Pública também participa da conciliação. Até quem já está na Justiça pode tentar um acordo no crea. a solução sai, em média, em 80 dias.
"A construtora vai estar aqui com um advogado, bem preparado. Então, a parte estando assistida pela Defensoria Pública, ela vai tar bem esclarecida dos direitos que ela tem", conta a defensora pública Débora Carvalho de Oliveira Leite.

Desde dezembro de 2012, foram mais de 200 conciliações e, de cada dez casos, oito são resolvidos. Judite mostra na entrada de casa o buraco feito pela água que vazava do quintal do vizinho. Foram seis meses de problemas até ela fazer a conciliação.
"Eu já estava ficando apavorada, e não precisou vir nenhum profissional de lá. Foi resolvido tudo através de conversa", afirma a microempreendedora Judite Ferreira de Almeida.
Fonte:g1.globo.com

A responsabilidade de administrar condomínios

Os síndicos e os participantes do conselho gestor, seja no processo de autogestão ou por contrato com uma administradora,  devem sempre ter absoluta consciência de que administrar um condomínio significa imensa responsabilidade. Afinal, está em jogo a segurança dos moradores, no caso de empreendimento residencial, e dos trabalhadores ocupantes de conjuntos comerciais, bem como o seu conforto, mobilidade, salubridade do ambiente, integridade física das pessoas e instalações e outros aspectos importantes para a qualidade da vida.

Considerados tais pressupostos, é necessária atenção constante com vários itens a serem inspecionados. Desde a simples troca de lâmpadas queimadas, até alguns preceitos essenciais para se evitarem problemas e riscos: prevenção e proteção contra incêndios; cuidado com as marquises; atenção constante com a estrutura da edificação; manutenção periódica dos elevadores; verificação permanente da existência de vazamentos e infiltrações; e dedetização anual contra insetos, inclusive o cupim, cuja proliferação pode comprometer até mesmo o concreto.

No tocante à prevenção e proteção contra incêndio, é importante manter em dia os extintores, criar, treinar e reciclar sempre uma brigada apta a enfrentar essas situações. É recomendável, ainda, solicitar uma vistoria ao Corpo de Bombeiros sempre que modificações e reformas forem realizadas. Nesses casos, devem ser analisados o sistema hidráulico, iluminação, saídas de emergências, estruturas de proteção e a mobilidade, caso a reforma tenha alterado entradas e saídas de pedestres e de automóveis.

As marquises dos prédios também devem ser inspecionadas regularmente. A manutenção e a conservação das fachadas devem ser sempre orientadas por um engenheiro. É necessário observar a legislação de cada município com relação à periodicidade e o órgão da prefeitura ao qual o laudo estrutural deve ser entregue.
Ainda com relação à estrutura do edifício há algo absolutamente prioritário: nenhuma reforma de andar, sala comercial ou apartamento residencial, bem como em garagens e áreas comuns, deve ser feita sem a orientação e autorização de um engenheiro, a partir de análise feita na planta estrutural da obra. Alterações em paredes e colunas feitas à revelia desse procedimento podem provocar grandes problemas, inclusive desabamentos, como já tem ocorrido.

Outra recomendação significativa refere-se à sinalização interna, independentemente do porte do empreendimento, seja ele vertical ou horizontal, residencial ou comercial. Em todos os casos é essencial que todos os ocupantes fixos e os visitantes possam identificar com rapidez e clareza as portarias normais e eventuais saídas de emergência, entradas e saídas de garagens, locais de acesso às escadas e aos elevadores, localização de extintores de incêndio e mangueiras. Em empreendimentos de maior porte, como o Cetenco Plaza Torre Norte, também é aconselhável placas sinalizadoras que orientem a locomoção dos visitantes. Isso facilita muito o fluxo de pessoas, principalmente em prédios comerciais com grande movimentação de pessoas.

O controle do acesso de visitantes, obviamente proporcional ao porte do condomínio, é outro item que merece muita atenção, considerando o crescente risco de “arrastões” em edifícios. É sempre recomendável recorrer à tecnologia do controle de acesso, ter câmeras estrategicamente distribuídas nas entradas, elevadores, garagens e áreas comuns, de preferência com a alternativa de gravação das imagens. É importante que becape das imagens fique guardado em outro local, fora do condomínio, possibilitando a consulta mesmo em caso de danos aos equipamentos e arquivos.

É decisivo, ainda, que os funcionários do condomínio sejam  treinados para operar os sistemas, orientar ocupantes e visitantes, controlar o acesso de pessoas e capacitados a enfrentar emergências. Moradores ou trabalhadores, no caso de conjuntos comerciais, devem conhecer as regras e procedimentos, de modo que saibam como proceder em qualquer situação. A boa gestão é crucial para se evitarem problemas, o bom funcionamento dos equipamentos, a melhor convivência das pessoas, preservação e valorização do imóvel.
Fonte:viva o condominio

Cuidados no uso do elevador

O elevador é uma máquina de transporte extremamente útil, mas seu uso requer cuidados para evitar acidentes, que muitas vezes são fatais.

O que você não deve fazer
Puxar a porta do pavimento sem a presença da cabine no andar;
Apressar o fechamento das portas;
Apertar várias vezes o botão de chamada;
Chamar vários elevadores ao mesmo tempo;
Fumar dentro do elevador;
Movimentos bruscos dentro do elevador;
Lotar o elevador com o peso acima do permitido;
Bloquear o fechamento das portas com objetos;
O excesso de lotação e de carga é perigoso e acarreta desgaste prematuro do equipamento.

Crianças
O elevador não é lugar de brincadeiras, portanto oriente as crianças para:
Não acionar os botões desnecessariamente;
Não dar pulos ou fazer movimentos bruscos dentro da cabine;
Nunca colocar as mãos na porta;
Não entrar primeiro no elevador, assim que a porta se abre.
Evite que elas usem o elevador sozinhas.
Exija da empresa de conservação que o acesso à porta do elevador seja bloqueado quando ele estiver em reparos ou revisão técnica.

Se o elevador parar entre dois andares...
Os ocupantes devem:
Manter a calma, pois o perigo não é iminente;
Acionar o botão de alarme e/ou utilizar o interfone para pedir ajuda;
Solicitar que chamem o zelador e, se necessário, a empresa conservadora ou o Corpo de Bombeiros;
Aguardar com calma.
Importante: Não force as portas nem tente sair por conta própria!
Se o elevador parar entre andares e a porta abrir, não tente sair pela abertura. O elevador pode voltar a funcionar no momento em que você estiver saindo. Aguarde a sua estabilização;
Nunca se afobe ao tomar o elevador;
Quando a porta do elevador abrir, preste atenção. Antes de entrar, verifique que a cabine do elevador está no andar. Falhas mecânicas permitem, às vezes, que a porta abra sem a presença do elevador, o que já provocou muitos acidentes fatais;
Entre no elevador e saia dele devagar, para evitar colisão com outros usuários. Não tente entrar no elevador enquanto os ocupantes estiverem saindo;
Ao entrar no elevador e ao sair dele, cuidado para não tropeçar nos degraus que se formam quando ele para desnivelado com o pavimento.

Incêndio
Em caso de incêndio, não utilize os elevadores.
O abandono do edifício deve ser feito pelas escadas, obedecendo ao plano de abandono.
Acidentes com elevadores são mais freqüentes do que se supõe. Os mais comuns são ocasionados pelo uso da chave de abertura emergencial de portas, por pessoas leigas, e posterior não travamento da porta, além do uso inadequado do equipamento, brincadeiras dentro da cabine e resgate inadequado de passageiros.
Todo prédio com elevador tem a obrigatoriedade de contratar uma empresa para fazer a manutenção.

O que exigir de empresa de manutenção
Ao contratar uma empresa de manutenção de elevadores, exigir o registro na Prefeitura e desconfiar de preços muito abaixo dos oferecidos no mercado.
Fazer constar do Contrato de Manutenção revisão preventiva mensal dos elevadores e uma vez por ano uma vistoria completa.
Pedir, a cada inspeção, a ordem de serviço devidamente assinada.
Verifique se os engenheiros responsáveis possuem registro no CREA.
É obrigatório que a empresa tenha um engenheiro responsável.
A empresa também deve possuir registro no CREA
Os elevadores devem passar por manutenção mensalmente.
Quando o elevador estiver em manutenção, as chaves de energia elétrica devem ser desligadas e o local em manutenção deve ser sinalizado para informar moradores e funcionários.
Pesquisas mostram que é no dia da manutenção que ocorre a maior incidência de acidentes e todo o cuidado é pouco, principalmente com a troca de horário de funcionários, placas de sinalização devem ser colocadas na garagem e no térreo, avisos devem ser afixado nas portas dos elevadores.

Observando o equipamento
Verifique sempre se as normas de segurança estão devidamente cumpridas:
O elevador não deve parar além de 5cm do nível do andar.
Parar entre os andares ou dar trancos.
Fio desencapado também é motivo de alerta.
Atenção em poças de óleo no chão ou infiltrações na casa das máquinas.
 
Se o elevador do seu prédio apresenta desnível de cabine, está parando entre dois andares, andando com a porta aberta ou com a porta sem abrir, deve ser interditado e a empresa de manutenção imediatamente acionada, porque são estes os principais sintomas de que o equipamento está com problema sério.
As brincadeiras dentro do elevador provocam 10% dos acidentes. Pular, balançar ou forçar a abertura da porta provoca parada da cabine desnivelada, ocasionando o acidente.
Não permita o acesso de estranhos ou moradores na casa de máquinas ou poço de elevador;
Não permita o uso da casa de máquinas como almoxarifado para guardar materiais do prédio, estranhos ao elevador;
Tenha a chave da casa de máquinas guardada em segurança e verifique periodicamente se a porta, que deve permanecer trancada, não foi forçada.
Fonte:http://www.bombeiros.pr.gov.br