Morador deve seguir norma da ABNT para reformar. Conheça as regras

NBR 16.280 tem o objetivo de evitar incidentes ou até mesmo tragédias
Desde o dia 18 de abril está em vigor a NBR 16.280 – norma com regras para reformas publicada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) –, que apresenta um roteiro de procedimentos a serem seguidos nas obras dentro e fora dos imóveis.
Embora a NBR 16.280 tenha ampliado a responsabilidade do síndico quanto a fiscalização dos reparos e obras, ela também lista uma série de deveres dos moradores ou donos de imóveis que queiram iniciar uma reforma em casa. Para esclarecer esses pontos, o ZAP Imóveis entrevistou o advogado Rodrigo Karpat, que é especialista em Direito Imobiliário. Confira:

ZAP Imóveis – Que obras ou reparos de um imóvel não precisam de apresentação de projeto técnico para serem liberadas ou aprovadas pelo síndico?
Rodrigo Karpat: Para os pequenos reparos em imóveis não tombados, desde que não sejam alteradas as condições edilícias pré-aprovadas, não existe a necessidade de alvará e com isso fica o morador liberado da aprovação do síndico. Exemplos destes casos: a realização de pequeno reparo no piso, reparo na pintura, substituição de louças nos banheiros, remoção de azulejos, entre outros reparos de pequeno porte (considerando o Código de Obras do Município de São Paulo).
Para quaisquer tipos de reformas e obras, salvo a situação acima, será necessário o aval do síndico nos termos do item 5.1 da ABNT 16.280:2014, mesmo que seja uma mudança simples.

Quais são os documentos e informações que o morador deve fornecer ao síndico para obter aprovação de uma obra?
O condômino deverá apresentar ao síndico:  o atendimento às legislações vigentes;  apresentação de projetos; escopo dos serviços a serem realizados; cronograma da reforma; dados das empresas; profissionais e funcionários envolvidos na realização da reforma;  termo de responsabilidade técnica do projeto e comunicação ao responsável legal da edificação antes do seu início.

O que pode acontecer com o morador caso ele inicie uma obra sem autorização?
O síndico deverá imediatamente comunicar ou notificar o morador da necessidade de apresentação do projeto, cronograma, responsável técnico e demais exigências, sob pena de paralisação imediata da obra. No caso de descumprimento o síndico poderá de forma administrativa fazer uma denúncia à Prefeitura (156), e de forma judicial, ingressar com ação de obrigação de não fazer objetivando paralisar liminarmente a obra.

Durante a reforma, com a entrada e saída de pedreiros e fornecedores de material, quais são as obrigações do proprietário e do síndico?
O proprietário deverá informar previamente as empresas e funcionários que ingressarão na obra, bem como comunicar o desligamento e substituição de qualquer prestador de serviço ou empresa durante a sua execução.
A entrega do material precisa ser previamente informada a fim de que possa subir conforme regimento interno de cada prédio e condições impostas por cada comunidade.

Ao síndico caberá: verificar ou delegar a terceiros (engenheiro/arquiteto) o devido atendimento ao plano de reforma; cumprir e fazer cumprir as deliberações em relação as obras aprovadas  em atendimento a convenção, ao regimento interno e as determinações da assembleia; tomar as ações legais e necessárias,  sob qualquer condição de risco iminente para a edificação.

Ao término da obra, o morador precisa apresentar algum relatório ou documento ao síndico?
O proprietário deverá solicitar termo de encerramento de obra ao executante e apresentar ao síndico, e permitir a vistoria final pelo síndico ou seu representante.

Que papéis o morador deve manter em seus arquivos, caso seja necessário responder pela obra futuramente?
Ele deve manter uma cópia dos documentos apresentados ao condomínio na ocasião da aprovação da obra, bem como a autorização por escrito do síndico aprovando a execução da obra.
Lembrando que caberá ao síndico manter a documentação disponível e prontamente recuperável, aos proprietários, condôminos, construtor/incorporador e contratado. E ainda manter a guarda da documentação referente as reformas e transferi-la integralmente e formalmente ao seu sucessor.
Fonte:revista.zap.com.br

Manutenção preventiva em condomínio

Nos condomínios a falta de manutenção periódica nas bombas, pára-raios, caixas d’água, piscina, playground, sistemas elétricos e hidráulicos  assim como nas outras diversas partes do prédio ajudam, em muito, a reduzir os estragos causados por fatiga dos materiais, maresia, uso inadequado e até ações de vandalismo. A idéia contida na frase “prevenir é melhor que remediar” serve também como uma luva na manutenção do prédio.

O síndico, ao promover ações preventivas age no sentido de realizar gestão de qualidade, antecipando os estragos, consertando-os antes que se deteriorem totalmente. Com isso também está economizando o dinheiro dos condôminos com gastos mais vultosos.
A manutenção periódica deve ser feita em diversos pontos do prédio. Como sugestão estão relacionadas as principais:

Fachada 
Um prédio com a fachada suja, com revestimento caindo, tem seu valor diminuído. Contratar empresas especializada para a  lavagem da fachada a cada 5 anos,  prolongando sua vida útil e sua aparência.

Sistema elétrico 
Toda fiação do prédio tende a envelhecer e ficando ressecada. Lembrar que os condôminos utilizam a cada dia mais equipamentos elétricos, demandando maior consumo de eletricidade. Considerando isso, uma avaliação anual é recomendada para se saber o estado da fiação e se necessitam de alguma troca. Deve-se sempre lembrar que os fios elétricos são causadores de incêndios.

Sistema hidráulico 
Vazamentos dão dor de cabeça aos síndicos, zeladores e condôminos. A avaliação preventiva e freqüente encontrará os pontos de vazamento e também as possibilidades de entupimento, efetuando a correção antes que o problema ocorra. Deve-se dar atenção realizando testes na bomba e na rede de incêndio.
Muitos já passaram pela chatice de ficar sem água devido à quebra de uma bomba. Mais uma vez a contratação de empresa ou profissional especializado  é recomendada para evitar aborrecimentos, principalmente na temporada quando a demanda de água chega a quadruplicar.
A chamada bomba de recalque é utilizada na rede de alimentação, para levar água do reservatório até a caixa d’água localizada no topo do prédio. Já as  hidráulicas, chamadas de bombas de incêndio,  são utilizadas na rede de incêndio, para pressurizar o sistema e aumentar a pressão e vazão disponíveis nos pontos de consumo. A frase popular “não se brinca em serviço” serve muito bem para estes procedimentos.

Pára-raios 
Função de proteger a estrutura do prédio e as pessoas, porém nem sempre recebe os cuidados necessários para sua efetiva serventia. Considerando que “os raios caem”, principalmente no período de verão, é importante que a manutenção não seja desprezada. A avaliação anual é recomendada, principalmente nos meses que antecedem a temporada. E não deve se restringir ao pára-raios localizado no topo do prédio. Verificar também o cabo que o liga ao aterramento, sem  o qual o pára-raios não tem utilidade.

Caixa d’água
Proceder a lavagem de 6 em 6 meses. Não adianta a Sabesp fornecer água de qualidade se a caixa d’água estiver suja, causando doenças. O serviço de limpeza e desinfecção deve ser feito por  empresa especializada.

 Piscina
A manutenção da piscina é simples, sendo normalmente realizada pelo próprio zelador. O importantíssimo  é o cuidado com os produtos utilizados para a limpeza e a utilização e o cuidado em não colocar proporções indevidas dos mesmos  produtos,  o que poderia causar reações adversas nos banhistas.

Playground
Crianças usam, portanto demanda cuidado especial. Brinquedos e cercas que utilizam material como ferro e alumínio em sua construção precisam de avaliação cuidadosa contra farpas e ferrugens A avaliação cuidadosa faze-se necessária antes do início do período das férias  reduzindo a chance de problemas, como também depois de passado o período das férias, pois o uso intenso pode danificar alguma parte do parque.

Garagens 
Limpeza periódica, nova pintura das vagas, sinalização para limitar a velocidade,evitar a utilização da garagem com depósito e oficina mecânica, impedir a guardar de pneus velhos que podem acumular água proporcionando condições para proliferação da dengue, evitar a utilização da garagem como “depósito”, principalmente de pneus ou qualquer coisa que possa acumular água.

Sistema elétrico 
Por um lado a fiação do prédio tende a envelhecer e ficar ressecada. Por outro, os condôminos utilizam a cada dia mais equipamentos elétricos, o que demanda maior consumo de eletricidade que. Por isso, uma avaliação anual é recomendada para se saber quando os mesmos necessitarão de troca. É importante lembrar que os fios elétricos são grandes causadores de incêndios.

Sistema hidráulico 
Vazamentos e entupimentos são conhecidos de todos. Avaliação preventiva e freqüente encontrará os pontos de vazamento e também as possibilidades de entupimento, efetuando a correção antes que o problema ocorra.
Da redação da capital administração de condomínio
www.capitaladm.com.br/

Tire 10 dúvidas sobre declaração de imóvel no imposto de renda

(AMSPA), esclarece 10 dúvidas sobre como declarar o imóvel sem ter dor de cabeça. Confira:
1- Como declarar o imóvel adquirido em 2013 no Imposto de Renda?
Todas as aquisições de imóveis em 2013 devem constar na declaração do Imposto de Renda, inclusive os adquiridos por meio de “Contrato de Gaveta” (quando o contrato de compra e venda não é registrado no cartório).

Na “Declaração de Bens e Direitos”, o mutuário deve incluir todos os detalhes sobre a propriedade, como endereço, metragem, número da matrícula e o Cartório de Registro de Imóveis, nome do vendedor com o CPF ou CNPJ entre outros e informar apenas o valor pago no ano vigente. Mas se o bem foi adquirido nos anos anteriores, basta importar a declaração antiga.
Também não se deve esquecer de informar o quanto pagou, no ano de 2013, de parcelas e prestações na compra do imóvel financiado e indicar o(s) credor(es) com o CNPJ e o saldo devedor. São informações valiosas para demonstrar que o imóvel não foi comprado à vista o que geraria no aparecimento de rendimento bem maior.

2- Qual valor deve ser declarado para o imóvel?
Se o imóvel foi adquirido após 1988, os custos de acréscimos da obra deverão constar da declaração, ou seja, reformas de ampliação da casa e benfeitorias dentro imóvel, juntamente com preço da propriedade que consta da escritura. Esses dados devem ser inseridos na coluna “Discriminação”. É importante descrever a reforma e o valor gasto, como também guardar todos os recibos e notas fiscais por cinco anos, para a comprovação do custo da obra. Sempre observando que esses valores declarados devem estar dentro do limite das “rendas líquidas” dos anos anteriores e do ano-base.
Para os imóveis adquiridos a partir de janeiro de 1996, o aconselhável é utilizar como referência os dados da escritura ou do contrato na “Declaração de Bens e Direitos”.

3- Como proceder se houve a utilização do FGTS para quitar ou comprar um imóvel?
Nos casos da utilização do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, seja para quitar ou comprar a casa, o valor deve ser colocado em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Como também deve ser deduzido da ficha “Bens e Direitos”. É necessária a sua inclusão para a comprovação do aumento do patrimônio do contribuinte.

4- No caso da pessoa física que vendeu a casa e não conseguiu comprar outro imóvel no prazo de 180 dias?
Na declaração do IR, essas informações devem ser especificadas no campo “Ganhos de Capital”. Na ficha deverá conter o valor da venda, o nome do comprador e a data da transação, além do valor do bem informado na declaração anterior para calcular o ganho efetivo. Se o valor da venda for utilizado para a compra de outro imóvel dentro do prazo de 180 dias, o contribuinte ficará isento de imposto pela transação. Caso contrário, deverá recolher o imposto No que tange os rendimentos oriundos da venda de imóveis, haverá a incidência de uma tributação especial: o imposto de renda sobre o ganho de capital.

Este tributo incide sobre a diferença positiva entre o valor de venda do imóvel e o seu valor histórico – o valor que consta na declaração do contribuinte como sendo o valor e compra do imóvel. O imposto de renda é apurado aplicando-se uma alíquota de 15% sobre o lucro resultante das operações de compra e venda.
Importante: O imposto de renda sobre o ganho de capital deve ser apurado e pago de forma separada do imposto de renda incidente sobre os outros rendimentos tributáveis.

5- É possível reduzir o lucro obtido com a venda do imóvel no valor total do IR?
Existem algumas maneiras para tentar reduzir o valor total de imposto de renda a ser pago pelo contribuinte sobre o lucro obtido com a venda do imóvel:
• Quando o imóvel foi adquirido há muitos anos, é possível corrigir o valor de compra desse imóvel utilizando os índices de correção previstos em lei.
• É possível adicionar ao custo de aquisição todas as melhorias realizadas no imóvel.
• É possível deduzir da base de cálculo o valor da taxa de corretagem paga pela intermediação do negócio.

6 – Quais contribuintes estão isentos do IR?
Estão isentos os contribuintes:
• Cujo ganho de capital com a venda de imóvel tenha sido igual ou inferior ao valor limite de R$ 35 000.
• Que venderam o seu único imóvel por um valor máximo de R$ 440 000, desde que não tenham vendido qualquer outro imóvel nos últimos cinco anos.
• Cujo imóvel tenha sido desapropriado pelo Poder Público Federal, Estadual ou Municipal. Mesmo que haja ganho de capital, considera-se que tal lucro meramente recompôs o patrimônio do desapropriado, assim como lhe proporciona justa indenização não sujeita a tributação pelo imposto de renda.

7- Como proceder em situações em que o saldo devedor do financiamento do imóvel é quitado em decorrência de invalidez permanente ou falecimento do mutuário?
O valor não deve ser tributado no Imposto de Renda já que no contrato na compra da propriedade estão garantidos tanto os seguros “Morte e Invalidez Permanente” (MIP) como o de “Danos Físicos ao Imóvel” (DFI). Para isso, informe na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis” o valor pago da apólice pela seguradora. Já na ficha “Bens e Direitos” deve constar o valor somado do saldo anterior das parcelas quitadas ao do saldo devedor pago pela seguradora.

8- Na hipótese em que o mutuário comprou o imóvel por meio do contrato particular ou de gaveta, como a transação deve ser declarada?
Esse tipo de contrato é válido para comprovar a aquisição. Junte o valor do contrato na “Declaração de Bens e Direitos”, inclusive do imóvel comprado na planta.

9- De que modo fazer a declaração do IR de imóveis comprados por meio de consórcio?
Há duas formas para fazer a declaração do IR de imóveis adquiridos por meio de consórcio: se a propriedade foi contemplada em 2013 deve-se inserir os dados no código 95 da “Ficha Bens e Direitos”. Nela deve ser discriminado o bem recebido, seus dados e do consórcio. Se não for contemplado, mesmo assim o contribuinte deverá informar à Receita o valor investido no consórcio.

10- Como declarar bens recebidos por herança?
A declaração deve ser feita em nome da pessoa falecida, utilizando os dados da última declaração realizada por ela, ou indicar o valor que está na partilha. Também devem ser informados os dados e a forma de aquisição da propriedade, além de indicar a parte que cabe a cada um dos familiares na partilha. Essas informações devem constar na coluna “Discriminação”.
Fonte?:zap.com.br/imoveis

Violência eleva em 12% taxa de condomínios nobres de SP


Estudo mostra que condomínios com serviço de vigilância tiveram acréscimos de 11,77% nas taxas condominiais em 2014
São Paulo - Moradores de condomínios com serviço de vigilância da cidade de São Paulo viram um aumento de cerca de 11,77% na taxa condominial a partir de janeiro de 2014 por causa do aumento da violência.
A informação é de um levantamento realizado pela Habitacional, empresa de administração imobiliária.

Segundo o estudo, a alta ocorreu por causa do adicional de periculosidade, de 30%, garantido à categoria dos profissionais que atuam na segurança dos condomínios a partir deste ano.

“O aumento da criminalidade nos últimos cinco anos e da escalada de invasão nos prédios teve um impacto direto nos custos dos condomínios, que absorveram mão de obra de vigilância para reforçar a segurança”, afirma Marcio Bagnato, diretor de condomínios da Habitacional.

Ele afirma que bairros nobres como Brooklin, Campo Belo,  Itaim Bibi, Jardins, Moema, Morumbi, Perdizes e Vila Nova Conceição sentiram o maior impacto da alta.

Nessas regiões, segundo Bagnato, são mais comuns os empreendimentos que contam com serviço de vigilância externa, que foram os tipos de condomínios afetados pelo adicional de periculosidade.

Dos 270 condomínios que compõem a carteira da Habitacional, 25% tiveram o acréscimo de quase 12% por contarem com o sistema de segurança profissionalizado em vez do sistema convencional, que conta apenas com porteiros.

Conforme Bagnato explica, como a mão de obra é o item que mais pesa no orçamento do condomínio, o adicional de periculosidade dos profissionais de vigilância tem um impacto muito maior do que teria, por exemplo, um aumento no valor das contas de água.

Além do aumento verificado nos condomínios com seguranças, um dissídio da categoria de funcionários de condomínios gerou, também a partir de janeiro, um reajuste de 6,63% na mão de obra de todos os condomínios, tanto aqueles com serviço de vigilância, quanto os convencionais.

Com a alta de 11,77% gerada pelo acréscimo no salário de funcionários de vigilância e o aumento de quase 7% dos funcionários de condomínio no geral, os moradores de condomínios nobres sentiram um aumento de cerca de 19% na taxa condominial a partir de janeiro, segundo a Habitacional.

Condomínios deveriam expor os gastos com segurança
O diretor de condomínios da Habitacional afirma que não existe uma saída para evitar acréscimos de custos provenientes de reajustes de mão de obra, mas, segundo ele, os moradores não costumam se incomodar quando sabem que o aumento está ligado a questões de segurança.

Por essa razão, ele afirma que seria interessante que os condomínios mostrassem aos moradores o peso dos gastos com segurança no orçamento condominial, deixando claro o impacto do aumento dos profissionais de vigilância nas contas.

"Enquanto o aumento do custo está ligado à segurança, o condômino entende, sobretudo nessas áreas nobres da cidade. Agora, se o aumento de gastos com segurança entrar no bolo, junto às outras contas, o morador já pode reclamar ao sentir o aumento da taxa", diz Bagnato.
Fonte:exame

Como saber se o sindico comete fraude no condomínio!

A corrupção nos condomínios é comum e pode ser evitada com a vigilância dos moradores
Casos de corrupção em condomínio são comuns em prédios da capital e podem ocorrer de diferentes maneiras, mas sempre com prejuízo para o morador. Envolvem desde a administradora isoladamente até síndico, fornecedores e funcionários do prédio em cumplicidade. Só em 1999, de acordo com a advogada especializada em direito do Condomínio, Maura de Souza Andrade, foram levantados pelo INSS casos de quatro administradoras de São Paulo que lesaram em até R$ 80 mil cada um dos 300 prédios gerenciados por elas.

Os comprovantes de pagamento do INSS eram falsificados", conta. Essa é apenas uma modalidade de fraude. Para que o condômino se previna, por exemplo, de superfaturamento nas mensalidades, a dica, segundo os especialistas, é conferir os balancetes mensalmente e, em caso de dúvida, acessar o livro-caixa, documento que deve estar à disposição de todos os moradores e conter a descrição detalhada dos orçamentos. "Muitas das irregularidades podem ser evitadas se o habitante ficar atento às contas e participar das assembléias", diz Rosely Schwartz, autora do livro Revolucionando o Condomínio, da Editora Saraiva. Segundo ela, as reuniões anuais são as mais importantes, quando há a aprovação de orçamento e faz-se a prestação de contas.

O síndico corrupto pode onerar notas fiscais, tirar dinheiro do fundo de reservas, que é usado só em caso de emergência, ou não especificar as contas a pagar. Para a consultora, porém, quando os fraudadores percebem que estão lidando com pessoas conscientes, cometem menos irregularidades. Comissão - No caso de o prédio ser gerenciado por uma administradora, uma providência a ser seguida é checar a idoneidade da mesma, verificando se tem tradição no mercado, quais são os sócios e fazer o levantamento cadastral deles. "Além disso, os condôminos devem ficar atentos às licitações na hora da prestação de serviços", aconselha o presidente da Associação das Administradoras de Bens e Imóveis e Condomínios (Aabic), José Roberto Graiche.

O certo é levantar preços em cerca de cinco lugares. Contudo, na maioria dos casos, os moradores só ficam sabendo que o serviço foi realizado após o término do mesmo. Um fornecedor de tintas, que não quis se identificar, diz que cerca de 50% dos síndicos e administradoras que pedem orçamento querem comissão de 5% a 10%. "As administradoras são piores, pois têm seus fornecedores e indicam só aqueles."A diferença acaba sendo paga por quem mora no prédio. Há casos em que os valores de concorrência são aprovados pelos moradores e, ainda assim, o fornecedor é obrigado a pagar uma porcentagem. "Do contrário, perde-se o serviço", diz o fornecedor.
Fonte : Jornal Estado de São Paulo

Garagem em condomínio: regras e bom senso para os condôminos

Garagem é motivo para uma série de conflitos em condomínios. Apesar de ter a garantia de segurança e comodidade, muitos condôminos transformam a vida em comunidade em uma grande dor-de-cabeça quando o assunto é a vaga para estacionar seu veículo. Entre os principais problemas estão: vagas compartilhadas, estacionamento em locais errados, utilização desses espaços por não moradores, carros maiores do que o local disponível, furtos, danos e amassados causados por vizinhos, guarda de motos e automóveis juntos, etc.

Para tentar entender e resolver muitos destes conflitos é indispensável a leitura da convenção do condomínio. Muitas vezes as convenções determinam que cada vaga de garagem é destinada a guarda de apenas um automóvel. Neste caso, o condômino deverá optar entre parar um carro ou uma moto. E ainda, restringem a sua utilização somente aos moradores e vedam a guarda de qualquer objeto no interior das vagas. Porém, as regras para a utilização da garagem depende de cada convenção de condomínio.
Condomínios mais modernos destinam vagas adicionais para a guarda de motos nas suas áreas comuns da garagem. Mas, os condomínios mais antigos não acompanharam a crescente necessidade por vagas e não possibilitam esta opção. Como alternativa alguns condomínios têm tolerado a guarda de um automóvel e uma moto na mesma vaga de garagem, quando não existem vagas extras para motos, desde que não traga incômodo aos demais moradores.

Seja qual for a opção do condomínio, é indispensável a observância da convenção e que qualquer padronização ou tolerância passe pela aprovação de uma assembleia e esteja de encontro com o artigo 1.336, IV do Código Civil, que determina nos deveres dos condôminos a obrigação de utilizar as áreas do condomínio de forma a não prejudicar o sossego, salubridade e segurança dos moradores.
Os condomínios não estão obrigados a oferecer vagas especiais para idosos, por exemplo. De qualquer forma, é salutar que, tendo condições, essa população seja favorecida com fácil acesso aos elevadores. No caso de sorteio de vaga de garagem, é importante  que os idosos sejam beneficiados com os locais de maior espaço e entrada privilegiada.

A oferta de vagas diferenciadas para deficientes também não é obrigatória. O decreto nº 5.296, de 2004, que estabelece normas para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, não se aplica aos condomínios. Cada município, através do Código de Obras, deve regular o uso de vagas de garagem para essas pessoas. Em São Paulo, a Lei Municipal nº 15.649 determina que para edificações com mais de 100 vagas, pelo menos 1% deve ser reservada para deficientes.
É proibida, desde abril de 2012, a venda ou o aluguel de vagas de garagem a não moradores. A Lei Federal nº 12.607 alterou a redação do artigo 1.331, do Código Civil, que permitia a comercialização das vagas se a convenção do condomínio não determinasse o contrário.

Agora, as garagens só podem ser alugadas ou vendidas  quando existir  previsão  expressa das convenções. Caso não exista autorização expressa, a convenção poderá ser modificada pela aprovação em assembleia de dois terços dos condôminos. A mudança vale para proprietários de apartamentos, escritórios, salas, lojas e sobrelojas, com exceção para os edifícios garagens.
É importante que fique claro que a lei não veda a locação das vagas para outros condôminos, pelo contrário, esta passa a ser a única opção do morador que tem uma vaga a mais. Lembrando que prédios garagens e condomínios com garagens com matrículas separadas são unidades autônomas e podem ser negociadas da mesma forma que as unidades imobiliárias.

O condomínio deve sempre que possível tentar administrar as situações que podem resultar em conflitos. E os condôminos devem utilizar o bom senso e respeitar as regras estabelecidas para evitar desentendimentos e possíveis ações judiciais. O síndico pode assumir o papel de mediador e agir com firmeza em atritos provocados por causa da garagem, inclusive  com aplicação de advertências e multas previstas na convenção e no regimento interno.
* Rodrigo Karpat é advogado especialista em Direito Imobiliário, consultor em condomínios e sócio do escritório Karpat Sociedade de Advogados – rodrigo@karpat.adv.

Tendência em segurança: solução de gerenciamento do acesso à distância em condomínios

A facilidade de entrar em condomínios com apenas uma buzinada do automóvel ao parar em frente ao portão é surpreendente. Mesmo com a utilização de vigias e porteiros, a desatenção e a malandragem de terceiros são as principais causas de roubos, assaltos e furtos a casas, edifícios e condomínios. Em Florianópolis (SC), condomínios conseguiram, por meio de uma solução tecnológica inovadora, implantar um sistema que gerencia à distância o acesso à portaria. Ou seja, mais segurança para os condôminos sem a presença de um porteiro.

A rotina de operação é simples. O acesso do visitante ao condomínio é monitorado à distância, na central de monitoramento, pelo atendente da empresa de segurança, que o vê por meio do circuito de câmeras instaladas na portaria. O morador é acionado para liberar o acesso, o que pode ser feito até mesmo se ele estiver fora de casa, via celular. As ligações e vídeos são transmitidos, permitindo registro do acesso de moradores, visitantes e prestadores de serviço. Sendo assim, caso haja alguma ocorrência, o síndico e a empresa de segurança podem contar com a gravação de imagem e som e os dados sobre entrada e saída que ficam armazenados no sistema.

A tecnologia foi desenvolvida pela empresa Segware, líder do mercado nacional no segmento de tecnologia para monitoramento de alarmes. Com o novo sistema acabaram os problemas que não estavam relacionados exclusivamente com o condomínio, como rotatividade de funcionários, acomodação do porteiro, faltas, demora a abrir o portão, pessoas que ingressam no condomínio sem autorização do morador, problemas com interfone, interação de porteiro com inquilino, entre outros. Com o Kiper quem controla a segurança é o morador. Na prática, o que acontece é a mudança da mentalidade dos condôminos, que se responsabilizam diretamente pela própria segurança, com a ajuda da tecnologia.

Sobre a Segware
A Segware é uma multinacional brasileira líder em tecnologia para segurança, que está presente com o sistema SIGMA em mais de 70% das empresas de monitoramento eletrônico integrado de alarmes no Brasil. Com sede em Florianópolis, Santa Catarina, a Segware foi fundada em 2001 e mantém vanguarda em soluções para o setor. Em 2012, iniciou as operações no exterior, com um escritório em Miami (EUA) e uma cobertura comercial que permite a atuação em todos os países da América Latina.
Fonte:http:www.pautas.incorporativa.com.br