Espaço para pets promete diminuir problemas nos condomínios

Um dos assuntos que causa mais briga entre os condôminos é o convívio com os animais de estimação. Para que os problemas sejam diminuídos e os cães e gatos possam viver pacificamente com os vizinhos, condomínios estão instalando áreas exclusivas, os “petcare”.

Mais da metade dos apartamentos no Brasil já possuem animais de estimação e 80% deles são cães de pequeno porte. Segundo o veterinário Gerson Madureira, os espaços devem ter cerca de 50 m² e ficar longe de áreas com muita movimentação. “Para que o animal possa realmente relaxar, brincar e ser cuidado com seriedade, isolamento e higiene são fundamentais”, afirma.

Maria Carolina Santos de Moraes já teve problemas com vizinhos do prédio, não vê a hora de ter um espaço como esse no condomínio. A vizinha do andar de baixo ficou incomodada com o barulho das patas do cachorro dela, um shitzu. “O espaço para pets facilitaria a minha vida. Talvez o meu cachorro não ficasse tão preso e agitado dentro do apartamento, já que não tenho muito tempo para levá-lo para passear todos os dias”, diz.

Com os animais relaxados e com um espaço para eles no condomínio, o convívio social ajuda muito. Madureira explica que como o bicho vai ver mais as pessoas, o estranhamento e os latidos diminuem consideravelmente. “É como acontece com as pessoas, cada vez que a convivência fica mais natural, menos problemas deverão aparecer”, explica.

Os “petcare” oferecem o espaço para o cão correr, local para a higiene, além de possuir piscina e local para relaxamento e exercícios. Muitos petshops já procuram esses espaços como forma de investimento.

Maria Carolina só vê vantagens em um espaço como esse e pensa em sugerir essa ideia na próxima assembleia do condomínio. “Um espaço como esse trará comodidade, praticidade, conforto e eu não teria mais desculpas para não levar meu cachorro ao petshop”.
Fonte:condoworks.com.br

MORAR EM CONDOMÍNIO!

pintura de Jaques Resch / 1946 França
-Taís Luso de Carvalho
Moro/ num país tropical / abençoado por Deus / e bonito por natureza / mas que beleza...

A música é linda, mas nem tudo é beleza, principalmente para os que moram em condomínio; para os que vivem o seu dia-a-dia no concreto e cercado de tupiniquins - mal intencionados - por todos os lados.

Para os que têm o 'privilégio' de morar em condomínio (edifício), a música correta seria aquela que cantasse vingança, tragédia, desencanto, sufoco, mentira, malandragem...

Há muitos anos, desde minha adolescência, moro em condomínio. Então tenho doutorado no assunto. Constato, até hoje, que é um dos lugares mais hostis para se viver em paz. A não ser que a criatura tenha uma certa tendência para viver discutindo, numa luta constante, para impor suas idéias e suas vontades. Tem gente que tem, e acha uma glória ter algo pra bater de frente; pra deixar seus demônios azucrinando a vida dos outros; adoram ver o circo pegar fogo; adoram ouvir discussões do apartamento da vizinha doida ou ouvir a gritaria do bebum do lado e contar pro bairro inteiro. Ser o porta-voz das maluquices do condomínio.

Para quem mora em edifício não existe tédio. Ao menor pega-pra-capar, todos correm à janela passando a impressão de um verdadeiro pombal, mas não com a intenção de ver a banda passar cantando..., mas pra ver a banda explodir!
Não é moleza viver tão próximo uns dos outros. Meio metro nos separa do vizinho de porta; uns tijolinhos, apenas.

As janelas dos banheiros abrem-se para um poço único, e é algo peculiar da natureza humana discutir nos banheiros! Ouve-se tudo, e o quarteirão inteiro fica por dentro das 'últimas'. Banheiro é a 'Gazeta do Condomínio'.

Fazer amizade num condomínio é nitroglicerina pura. Da última vez saí do planeta de tanto que me incomodei. Não percebi que a criatura era maluca. De vez em quando durmo de touca... Mas aprendo! E, aprendi, também, que frequentar o mesmo salão de beleza é suicídio! Parentes no mesmo prédio? Nossa... É tragicômico! Ou talvez só trágico.

O andamento funcional do prédio nunca é perfeito; não funciona como deveria. A bronca já começa com o zelador que, naturalmente, acha-se com direitos de morador, mas é extremamente folgado no seu ofício. Emprega toda a família e é praticante assíduo do nepotismo. Sempre tem um parente que é eletricista, pintor, encanador, faxineiro... Zelador é um espião profissional: o que vê...passa adiante, e pede segredo.

O síndico-morador é um grande infeliz; entra na 'fria' sem saber. Nunca conheci um síndico tranqüilo. Assume o cargo - cheio de amor pra dar - e não sabe o turbilhão que o espera: se coloca ordem no pedaço, é carrasco; se não coloca é bunda-mole. Caso venha a escolher a melhor empresa para a manutenção do prédio, tá levando propina; se escolher a mais barata é mão-de-vaca. E ainda é tachado de 'mão leve' porque lhe é concedido o direito de não pagar o condomínio – o que não compensa. O cara tem de trabalhar de graça, levar bordoadas e ficar quieto. Aí tá bom. Ah, gente danada!

E a fatídica reunião de condomínio? Nossa... Essa é uma faculdade onde todos saem com doutorado em educação e finura. Mostram que foram laureados em grossura, mesquinharia e egoísmo. Não deixa de ser uma filosofia de vida: cuidar do 'eu'.
Fonte:http://taisluso.blogspot.com.br

Em alta no mercado, síndico profissional tem ganhos elevados.

Função muitas vezes indesejada, o síndico de condomínio vem dando lugar aos executivos capacitados, chamados ‘síndicos profissionais’. Eles ainda são poucos em Manaus, mas em grandes capitais têm se tornado indispensáveis. A remuneração pode chegar a R$ 4 mil por mês por empreendimento.

O diretor da administradora RPW Predial, Roberto Rodrigues, ressalta que, junto com a boa remuneração, vem também uma grande responsabilidade, que implica em responder civil e criminalmente pelos atos no condomínio.

“A tendência é a contratação de síndicos profissionais porque está ficando cada vez mais difícil administrar um condomínio com várias regras e políticas públicas que envolvem esses empreendimentos. O síndico profissional dever estar sempre de prontidão, não podendo se recusar a atender um morador a qualquer momento”, explicou o executivo.

Ao contrário do síndico condômino, em que os demais moradores o veem como um coproprietário, o profissional não tem o impeditivo de não querer se expor ou incomodar aquele vizinho com o qual tem boa relação e tem o condomínio como compromisso principal.

Fábio de Souza está no ramo de administração de condomínios há sete anos, fez um curso de síndico e administra hoje três empreendimentos. Segundo ele, “trabalhadores gabaritados” ainda são escassos no mercado. Disponível 24 horas por dia para emergências, o profissional explicou que é necessário conhecimento em legislação, administração e finanças, além de uma boa agenda de fornecedores de produtos e serviços à disposição.

“Alguns moradores entram até em conflito com a gente, mas precisamos dialogar, nunca discutir. O morador cobra porque está pagando. O síndico profissional é como se fosse um médico do condomínio. Cada condômino que o profissional trabalha torna-se um cartão de visita”, observou Fábio de Souza.

Carlos Frank Mesquita, também síndico profissional, destaca igualmente a necessidade de paciência, além do preparo técnico. “Esse é o segredo. Normalmente, o condômino tem um problema e quer ele resolvido ‘pra ontem’”, explicou. De acordo com ele, o mercado é bastante flexível e a média cobrada por um profissional, por condomínio de médio porte, fica entre e R$ 3,5 mil e R$ 4 mil. Alguns cobram também de R$ 30 a R$ 40, por unidade habitacional, mas a idade do empreendimento também é levada em consideração.
Fonte:d24am.com

Reunião de condomínio: um direito ou um dever?

Independente da localização, a maior dificuldade encontrada pelos síndicos na hora de realizar uma reunião de condomínio é a baixa adesão dos moradores. Entre os motivos que justificam a ausência dos condôminos estão a fama das assembleias de promoverem discussões muito acaloradas e demoradas e a taxa condominial dentro do orçamento. 

Conseguir atrair as atenções das pessoas não é uma tarefa fácil. Segundo o síndico Delima, os condôminos só percebem a necessidade de comparecer às reuniões quando o tema mexe no bolso. 

Por exemplo, quando corre boatos de que haverá uma multa a ser paga, de irregularidades do ex-síndico ou aumento da taxa condominial. “De certa forma, quando há um grande interesse principalmente de preocupação o quorum é tão grande que nem cabem todos na sala de reunião”, revela. 

Essa situação, para Delima, é bastante preocupante. “Infelizmente, os condôminos não sabem ou não se importam com a seriedade que  é participar nas  assembléia.  Tudo o que é discutido lá será obrigatório a todos”.

Na mesma linha de pensamento de Delima, o síndico profissional Maurício Jovino explica que a maioria dos moradores só se interessa pelas reuniões de condomínios quando são tratados assuntos individuais, como é o caso do sorteio de garagens. Para ele, essa postura é bastante incoerente, pois muitos condomínios estão mais preocupados com o local que seu carro irá ficar do que com assuntos mais fundamentais como a segurança do prédio. 

Maior adesão 

Para mudar esse quadro, Jovino aconselha tornar as assembleias mais ágeis, evitando tumultos e conversas paralelas. Também é importante um trabalho de conscientização dentro do condomínio por parte do síndico e da administradora por meio de comunicados e circulares. 

Por outro lado, o síndico profissional revela que é importante tornar a assembléia um ambiente agradável e que tenha ordem em todos os sentidos. Ter acomodações boas como cadeiras, água, café e alguns biscoitos é um bom começo. “Isso torna o local mais social e os moradores podem se servir e conversar entre si, como acontece em eventos. Essa iniciativa tem funcionado muito em alguns casos, e o custo para o condomínio é muito baixo”, diz. 

Contudo, Jovino afirma que nada disso bastará se a assembléia não tiver um presidente preparado. Diferente do que se pensa, quem organiza a reunião e faz respeitar a pauta do dia é o presidente da mesa e não o síndico. 

“É comum também o morador querer entrar em assuntos particulares e do cotidiano que seria facilmente resolvido pelo síndico ou pela administradora. Novamente cabe ao presidente da mesa interferir não permitindo e já explicando ao morador que o caso dele será resolvido posteriormente, fora da assembléia”, destaca Jovino.

De acordo com ele, assim como uma assembléia ruim repercute no condomínio, uma reunião produtiva, rápida e objetiva também irá repercutir. Para o síndico profissional, com o tempo, isso atrairá outros moradores para as próximas e abolirá essa idéia que reunião de condomínio é sinônimo de briga, confusão e desorganização.

Tamanho é documento?

Apesar de terem opiniões semelhantes com relação à importância das reuniões e à baixa adesão dos condôminos, os síndicos Delima e Maurício Jovino divergem em um ponto. Para o primeiro, a relação entre o tamanho do condomínio sempre será proporcional ao número de presentes nas assembleias. 

Segundo ele, a relação entre o número de apartamentos e a quantidade de pessoas que comparecem às reuniões é praticamente a mesma em qualquer condomínio, girando em torno dos 15%. “A própria constituição reconhece esse falta de interesse pois até no  código civil menciona que para qualquer aprovação precisa-se  de 50% + 1 em primeira chamada ou em segunda  chamada  com qualquer número dos presentes”, comenta. 

Já Jovino afirma que os condomínios menores têm maior participação nas assembleias  Ele explica que isso se dá porque os moradores se conhecem e cobram uns dos outros. “Por estatísticas, esses condomínios tem menos problemas, e quando aparece é mais fácil de resolver.”

Em condomínios grandes, o síndico profissional destaca que a falta de uma relação de vizinhança atrapalha muito, pois na maioria das assembleias as discussões são entre moradores. “Talvez conhecendo um ao outro um pouco melhor isso não aconteceria. Daí a necessidade de o síndico promover ações de integração entre os moradores. Futuramente isso irá refletir nas assembleias e no dia á dia do condomínio.
Fonte:condoworks

Imóveis adaptados garantem independência a pessoas com deficiência motora

Ambientes mais espaçosos, portas mais largas e mobiliário adequado dão mais conforto e mobilidade aos cadeirantes

O censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência. O número corresponde a aproximadamente 24% da população. Do total, 13 milhões de pessoas declararam ter uma deficiência grave motora, visual, auditiva ou mental. Segundo a pesquisa, quatro milhões de pessoas afirmaram ter problemas motores severos. “É preciso olhar com carinho para estas pessoas e contribuir para que o direito a acessibilidade seja garantido”, ressalta Carlos Samuel de Oliveira Freitas, advogado imobiliário.

Segundo Freitas, é necessário que o mercado imobiliário esteja preparado para receber pessoas com deficiência, principalmente as com problemas motores. Os imóveis adaptados facilitam e muito a vida de quem não pode se mover com tanta facilidade. “O uso de cadeira de rodas, por exemplo, limita a amplitude dos movimentos, exigindo um espaço maior para virar ou dar a volta completa. O cadeirante tem que ter autonomia para realizar estas manobras. Com o planejamento certo na hora de construir, ou até mesmo reformar, isso é possível”, destaca.

Os imóveis adaptados devem priorizar a independência e o conforto de quem tem alguma limitação física. Pequenas mudanças podem significar mais qualidade de vida no ambiente residencial e permitir uma locomoção rápida e segura.

    “O espaço para circulação deve ser amplo, pois assim é possível realizar manobras, circular, se aproximar de objetos e alcançá-los. Para que a cadeira de rodas passe livremente, as portas devem ter, no mínimo, 80 centímetros de vão”, observa Freitas, diretor do departamento de condomínios da PRIMAR Administradora de Bens.

Além de portas largas, os corredores de acesso aos ambientes devem permitir manobras de 90º. O excesso de mobília deve ser retirado, assim como os armários localizados embaixo de tampos. Em alguns casos, a eliminação de paredes pode ajudar a melhorar a mobilidade dentro de casa. “Os cômodos devem ser grandes o suficiente para possibilitar um giro de pelo menos 180º. Com este espaço, o cadeirante é capaz de entrar e sair sempre de frente. No banheiro, os desníveis devem ser eliminados e a instalação de barras de apoio é fundamental”, aponta.

A norma ABNT NBR 9050:2004 dá orientações sobre a acessibilidade a edificações, mobiliário, espaço e equipamentos urbanos e é uma referência na hora de planejar, construir ou reformar espaços adaptados. São critérios e parâmetros técnicos que precisam ser observados a fim de assegurar boas condições de acesso as pessoas com algum tipo de deficiência. “Somente as edificações que seguem o que está disposto nesta norma podem ser considerados acessíveis”, esclarece Freitas, vice-presidente da Associação de Advogados do Mercado Imobiliário (ABAMI).

A norma considera que a acessibilidade é a possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamentos urbanos e elementos. Qualquer pessoa, inclusive as com mobilidade reduzida, devem ter acesso a estes espaços. “A norma ainda destaca que o termo acessível implica a acessibilidade física e de comunicação”, acrescenta o especialista, diretor adjunto de relações com o judiciário da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI).

De acordo com os parâmetros estabelecidos na norma ABNT NBR 9050:2004, a altura de objetos como os interruptores, por exemplo, deve estar entre 0,60 e 1,00 m de altura. O documento ainda dispõe que as edificações residenciais multifamiliares, condomínios e conjuntos habitacionais devem ter áreas comuns acessíveis. “Em edificações unifamiliares a aplicação do disposto é facultativa. Esta norma é de extrema importância para as pessoas com dificuldades de mobilidade e representa um avanço para assegurar mais dignidade a esta parcela da população”, finaliza.
Fonte:Verônica Pacheco, para o Bagarai

Principais atribuições do zelador em condominio

DEVERES E OBRIGAÇÕES DE EMPREGADOS EM EDIFICIOS/CONDOMÍNIOS
Para efeito específico de hierarquia, segue abaixo relação de atribuições, obrigações e direitos da função de ZELADOR:
1)- Distribuir aos funcionários do condomínio/edifício, os serviços do dia, providenciando a entrega de material e equipamento necessários
para execução das atividades, e proceder a fiscalização dos trabalhos, percorrendo os corredores, escadarias e as áreas comuns;
2)- Verificar diariamente o funcionamento do sistema de iluminação das partes comuns do condomínio/edifício, substituindo-as se for o caso;
3)- Verificar, fiscalizar e proteger convenientemente o elevador nos casos de entrada ou saída de mudanças ou volumes grandes, observando
sempre o horário estabelecido para esse movimento. Qualquer alteração do horário estabelecido somente poderá ser efetivada com
autorização da administração, que somente concordará em casos especiais. O funcionamento do elevador social, no caso de algum defeito ou
irregularidade, avisar imediatamente a firma de conservação, para as devidas providências;
4)- Verificar o funcionamento das bombas de água, comunicando imediatamente a conservadora a irregularidade constatada;
5)- Retirar ou fiscalizar a coleta do lixo do condomínio/edifício;
6)- Providenciar a distribuição de correspondências aos apartamentos, imediatamente após o recebimento no condomínio/edifício;
7)- Não permitir roupas penduradas nas janelas ou sacadas, solicitando delicadamente pela sua retirada, assim como, outros procedimentos
que estão estipulados no regulamento interno do edifício;
8)- Recomendar, reiteradamente, aos condôminos que embrulhem o lixo orgânico e o lixo seletivo em volumes separados e de forma
adequada, verificando constantemente o estado de limpeza e desinfecção das lixeiras;
9)- Não abandonar o edifício sob nenhum pretexto, para atender assuntos que não se relacionem com o mesmo. No caso de necessidade
absoluta, solicitar ao sindico e na sua ausência ao subsindico, deixar alguém na portaria (se for o caso), evitando que esta fique abandonada,
informando ao seu substituto temporário para onde vai e quanto tempo ficará ausente;
10)- Não permitir a entrada de pessoas estranhas no prédio, devendo acompanhá-las ao apartamento procurado, em caso de dúvida. Aos
vendedores ou demonstradores, vedado o acesso ao edifício, a menos que solicitado por algum morador;
11)- Supervisionar se estão sempre limpos os corredores, escadas, vidros, toldos, grades ralos, áreas comuns do condomínio, bem como os
materiais de limpeza, ferramentas e utensílios, os quais devem ficar guardados em local de fácil acesso sob sua inteira responsabilidade;
12)- Verificar periodicamente o estado dos extintores de incêndio, registros e mangueiras de incêndio, comunicando imediatamente a
administração qualquer irregularidade encontrada;
13)- Providenciar imediatamente, a vinda de turmas de socorro das empresas de fornecimento de gás, eletricidade e telefone, em caso de
defeito que não possa ser sanado internamente. Providenciar o atendimento imediato, em caso de acidente, de qualquer morador ou
empregado, chamando o pronto socorro, ou fazendo um outro tipo de atendimento chegar imediatamente até o acidentado;
14)- Solicitar o comparecimento da policia, em caso de necessidade, evitando alarmar os moradores;
15)- No caso de incêndio, comunicar-se imediatamente com o corpo de bombeiros, providenciando para que não haja pânico entre os
moradores;
16)- Comunicar imediatamente a administração qualquer ocorrência mencionada nos itens 13, 14 e 15;
17)- Manter sempre em bom estado de limpeza e conservação o apartamento onde reside. Não permitir aglomerações de pessoas nesse
apartamento, evitando algazarras, que possam perturbar a tranqüilidade dos moradores do prédio. O apartamento é exclusivo para a moradia
da família do funcionário contratado, isto é, esposa e filho do casal. Não é permitido ao funcionário abrigar hospedes no apartamento a ele
destinado. Deve ter um rigoroso controle com visitas, não utilizando o hall de entrada do edifício como sala de estar. Qualquer modificação
no apartamento da zeladoria somente poderá ser executada com as devidas providências e autorização do sindico ou representante legal do
condomínio/edifício. Deve comprometer-se a não esbanjar no consumo de água, luz e gás.
18)- Recomendar aos moradores que não retenham os elevadores sem necessidade;
19)- Fazer os pequenos reparos e consertos que estiverem ao seu alcance;
20)- Atender aos moradores em assuntos de pouca demora, para serviços unicamente internos e que não prejudiquem os seus outros afazeres;
21)- Examinar fechaduras, cadeados, portas, eliminar os vazamentos de torneiras, válvulas de descargas, regularizar curtos-circuitos, etc...,
tanto nos apartamentos quanto nas partes comuns do prédio;
22)- Atender a todos os condôminos e moradores com urbanidade e respeito, com delicadeza e imparcialidade. Todos os moradores são
equivalentes em seus direitos e todos merecem o mesmo tratamento. Tratar com respeito os moradores e funcionários para poder exigir-lhes
igual tratamento;
23)- Evitar comentários, de qualquer natureza, que fujam da alçada de seus serviços relativos ao edifício. Deverá ser totalmente evitado
aquilo que vulgarmente se denomina " fofoca", que somente traz confusão e discórdia;
24)- Zelar constantemente pelos jardins do prédio quando necessário, evitando a destruição de plantas, e , pelo menos uma vez por dia regálos;
25)- Levar imediatamente ao conhecimento da administração qualquer falha por parte dos demais funcionários do edifício, fazendo um relato
justo dos fatos ocorridos;
26)- Deve apresentar-se ao trabalho com boa aparência, cultivar hábitos de higiene e boa conduta pessoal, evitando o habito de fumar nas
dependências internas do prédio ou na presença dos condôminos e terceiros;
27)- Sob hipótese alguma poderá ingerir bebidas alcoólicas ou droga no horário de trabalho;
28)- Manter sempre atualizada a relação dos moradores por apartamento e a relação por apartamento quanto a assinatura de jornais. Repassar
todas as alterações aos demais funcionários, assim como, instruções recebidas por parte do sindico do edifício.
29)- Fazer leitura do gás e marcação nas planilhas para envio do administrador.

Barulho é o principal motivo de reclamações nos condomínios

Mais espaços, mais barulhos, mais conflitos, mais desentendimentos entre vizinhos. Mas como resolver esses problemas sem precisar levar o caso para a Justiça?
O barulho é o principal motivo de reclamações e desentendimentos nos condomínios de todo o Brasil. E cresceu o número de casos que foram parar na Justiça.
Os condomínios tem quadra, sala de ginástica, salão de festa. Mais espaços, mais barulhos, mais conflitos, mais desentendimentos entre vizinhos. Mas como resolver esses problemas sem precisar levar o caso para a Justiça? O Bom Dia Brasil visitou um condomínio com 400 apartamentos e 700 moradores em São Paulo. Lá, um dos principais problemas do síndico é o barulho!

O trem passa do lado, mas não é a maior fonte de ruído nem de reclamações do condomínio. No meio de 400 apartamentos e 700 moradores, sempre vai ter uma guitarra, um cachorro, uma festa. Alguém vai fazer barulho.
O porteiro já teve que interfonar algumas vezes para o estudante Bruno Piccioni. Ele gosta de chamar os amigos em casa e, às vezes, a turma se empolga, fica até mais tarde, fala alto.
“O pessoal gosta de se reunir de vez em quando. As pessoas reclamam de estar falando muito alto”, conta.
Mas ele sempre atendeu aos pedidos do prédio, principalmente quando o vizinho incomodado pede silêncio. Quando um vizinho conhece o outro, o cuidado em não incomodar é maior e as reclamações - feitas de forma educada - são mais bem recebidas.

No prédio, música e outros ruídos mais altos são proibidos depois das 22h. Quem desrespeita é advertido verbalmente. Se o caso se repetir, é enviada uma advertência por escrito. Na terceira vez, é aplicada uma multa de meio salário mínimo. E o valor vai dobrando - a cada nova reclamação - até o limite legal que equivale a cinco taxas de condomínio.
O síndico conta que três inquilinos se recusavam a baixar o som. Não atendiam o interfone, nem se importavam com as multas, que chegaram a R$ 15 mil e foram para a proprietária dos apartamentos. Foi preciso ir à Justiça.

“Eles faziam festa durante a semana até 3h da manhã, tocando bateria, guitarra, jogando videogame. Como nos temos esses espaços fica muito mais fácil. As pessoas se conhecem, acatam mais uma percepção que no dia seguinte você vai trabalhar, e é isso que funciona no condomínio como o nosso”, conta o síndico.
O Secovi - Sindicato da Habitação de São Paulo - oferece um serviço para tentar resolver as brigas de condomínio. É a "Câmara de Mediação". Dez mediadores com formação em direito, sociologia, psicologia ajudam os moradores a solucionar o problema de maneira rápida e simples. O índice de sucesso é alto: 90% dos casos terminam em acordo. Os principais problemas são barulho, vazamentos, vaga de garagem, animais e inadimplência.
Fonte:g1.globo.com/bom-dia-brasil

É preciso saber conviver em condomínio

Viver em condomínio não é fácil! Às vezes a gente briga até com o espelho!

O desafio está em abrir mão da conveniência pessoal em nome da boa convivência. Daí a necessidade de regras, que devem ser acordadas dentro da legalidade e por consenso ou, na falta deste, maioria. No entanto, não basta criá-las: elas devem ser acatadas enquanto vigerem, inclusive pelos responsáveis por sua aplicação!

O que se espera é que, ao menos em condomínio, haja a democracia que infelizmente ainda não conhecemos na política, e não um simples exercício de poder, individual ou sectário, com excessos ou omissões.

Regras são “chatas”, mas necessárias! E não podem depender da conveniência de cada um ou de motivos transitórios. Também não podem ser cumpridas apenas por quem concorda com elas ou objeto de “desobediência civil”, pelos discordantes, que ainda se incomodam, magoam ou clamam seus “direitos”, quando sofrem as consequências de sua infração.

Um condomínio é composto por pessoas de várias idades, origens, profissões, credos… Uns têm filhos, outros não. Há os que trabalham de dia, à noite ou são aposentados. Tem os reclusos e os festeiros. Enfim, há gente de todos os tipos, com gostos e vontades que não podem ser simplesmente impostos aos demais, principalmente nas áreas comuns.

Quem tem filhos pequenos, hoje, e cobra que eles tenham liberdade para fazer o que quiserem, a qualquer hora e mesmo longe de seus olhos, para seu sossego; amanhã pode querer o silêncio e a paz que os que já os criaram ou decidiram não tê-los anseiam. Quem tem animais de estimação, que passam o dia todo lamentando a falta do dono, também. Quem faz festas em casa, até altas horas da madrugada, com música no último volume e gritaria, idem.

Há os que argumentam que escolheram morar em tal lugar, porque acharam que ali poderiam viver do jeito que queriam, como se isso fosse uma condição indiscutível, um direito absoluto.

Pois é, outros também o escolheram, só que por outros motivos. Daí a necessidade de criar normas de convivência, que implicam abrir mão de alguma coisa, em nome do bem viver.

Regras… Elas seriam desnecessárias, se as pessoas tivessem suficiente bom senso para buscar o consenso, e não apenas a prevalência de suas vontades.

Essa consciência evitaria desinteligências, rancores e disputas pessoais ou grupais. Transformaria essa casa parcialmente coletiva em algo próximo do paraíso, onde cada vizinho não seja visto como o “chato de galochas” que mora ao lado, em cima ou embaixo, ou alguém para se evitar, no elevador; mas pessoa com quem conversar, confiar e, porque não, confraternizar. Afinal, onde moramos deve ser qual porto seguro: refúgio do trabalho estafante e das agruras da vida, e não mais um foco de estresse.

Nesse sentido, o sonho de uns não pode ser o pesadelo de outros.

Pois é… Mas, às vezes, brigamos até com o espelho!

Já seria um bom começo, em vez de brigar, “conversar” com ele…

*Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário, Conferente e Compositor
www.algbr.hpg.com.br
fonte:http://www.agorams.com.br

Onde morar sem ter medo






Apartamentos são três vezes mais seguros que casas em condomínio, que, por sua vez,
são duas vezes mais protegidas que casas térreas com frente para a rua

Esse não é um problema para os moradores das calmas cidades do interior. Mas, nas metrópoles brasileiras, a segurança contra ladrões e assaltos é uma das maiores preocupações. Quando alguém pensa em um lugar para morar, normalmente leva em conta critérios como a paisagem vista da janela ou do quintal, o conforto, o comércio próximo e a facilidade de acesso. São itens realmente importantes, que podem tornar a vida mais agradável. Mas não são os únicos a considerar. No Brasil, existem 45 milhões de residências. Apenas 0,33% delas possui sistemas de proteção, como alarmes e câmaras, monitorados por empresas especializadas. Todo o resto conta com sistemas caseiros ou cuidados precários. Em tese, estariam todos inseguros. No entanto, é possível estabelecer uma comparação precisa entre apartamentos, condomínios e casas com frente para a rua levando em consideração suas fragilidades e seus pontos fortes.

Quem lê as páginas policiais dos jornais, com freqüentes relatos de assalto a apartamentos, tem a impressão de que prédios são mais vulneráveis que qualquer outro tipo de habitação. Não é o que dizem as empresas de seguro, para as quais esse dado é um referencial no valor da cobertura. Segundo elas, para cada seis assaltos a casas térreas, ocorre apenas um em edifícios. A Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio, especializada em avaliação de imóveis, registrou uma tendência de queda na compra e venda de casas desse tipo nos últimos dois anos. Outro engano é achar que os prédios isolados são mais inseguros que aqueles em condomínio. O risco é o mesmo. No quadro ao lado estão as principais vantagens e desvantagens de cada forma de moradia, segundo os especialistas em segurança residencial. Ninguém é obrigado a deixar a casa de seus sonhos depois de conhecer as diferenças. Mais importante do que isso é estar ciente de cada uma das fragilidades para se precaver contra surpresas desagradáveis.


Casa
Vantagens
Uma casa pode ser um prazer constante para quem gosta de plantas e animais
Quintais e jardins proporcionam mais espaço às crianças, com a vantagem adicional de elas estarem sempre ao alcance da vista dos pais
Morar numa boa casa é, sem dúvida, mais charmoso que viver num apartamento de igual conforto
O tamanho dos cômodos é, em geral, um ponto a favor
Numa casa, brigas e discussões com vizinhos são menos freqüentes do que em apartamentos
Depende apenas da própria família o cuidado ao fechar portas e janelas
Não se permite a entrada de pessoas desconhecidas

Desvantagens
Os custos de manutenção são maiores. Dá mais trabalho manter tudo em ordem
A construção de prédios na vizinhança faz o quintal ficar muito devassado
A segurança perde. O roubo acontece com mais facilidade em uma casa porque em geral a vigilância é menor
Abrir o portão para entrar e sair de casa é um perigo. É quando se está mais vulnerável à ação dos bandidos
A maioria dos latrocínios – roubos seguidos de morte – acontece em casas térreas
Custear um bom sistema de proteção pesa excessivamente no bolso de uma família de classe média

Casa em condomínio
Vantagens
Crianças podem brincar na rua com muito mais liberdade. O risco de atropelamento é bem menor
Maior área verde, organização e estrutura de lazer, cujos custos também são muito menores
Geralmente os condomínios são mais silenciosos, o que representa conforto inigualável
Em relação à segurança, os muros altos e as guaritas são uma tranqüilidade a mais
O compartilhamento dos custos do esquema de proteção possibilita usar sistemas mais sofisticados
A probabilidade de um bandido render os moradores é quase nula, porque o acesso é vigiado
Com menos gente andando nas ruas, a vigilância é facilitada, assim como a captura de quem se aventure a assaltar

Desvantagens
O isolamento é um problema. Geralmente esses condomínios ficam em áreas afastadas, o que cria transtornos de deslocamento
Numa emergência, às vezes é mais complicado chegar a um pronto-socorro
Alguns psicólogos acreditam que morar em condomínio cria um mundo irreal para as crianças e as torna menos preparadas para o contato com a vida real
Do ponto de vista da segurança, condomínios costumam inspirar excessiva confiança. Acaba-se ignorando procedimentos mais corriqueiros de precaução, como trancar portas e janelas

Apartamento
Vantagens
A manutenção de apartamento é muito mais barata que a de casa
Também é menos trabalhoso, porque os funcionários cuidam da manutenção e da limpeza
Normalmente, a possibilidade de vista bonita é maior e, em muitos casos, conta-se com infra-estrutura de serviços
A segurança também ganha. Dificilmente um único homem consegue praticar um assalto.
São necessárias pelo menos três pessoas para o êxito numa ação em edifício
A presença do porteiro, mesmo que não seja do tipo atlético, inibe o ladrão
Num edifício, todos os custos se reduzem porque são divididos entre os moradores. Não é diferente com vigilantes e sistemas de alarme

Desvantagens
O barulho dos vizinhos às vezes incomoda
É incompatível com o gosto pela criação de animais
O espaço externo de lazer e a área verde são menores que em casa térrea e em condomínio
Nem sempre a convivência com outros moradores é harmoniosa. São freqüentes os desentendimentos sobre como gerir o prédio
A segurança se fragiliza quando é maior a circulação de visitantes e prestadores de serviço. Isso pode facilitar a entrada e a ação de assaltantes. O risco de descuidos aumenta
Uma vez dentro do edifício, os bandidos estão livres para promover um arrastão, roubando vários apartamentos de uma só vez sem despertar a atenção da polícia
Fonte: veja.abril

Principais erros que comprometem a segurança dos condomínios

A segurança preventiva dos condomínios está diretamente ligada à mudança de hábitos de síndicos, moradores e funcionários. Segundo o levantamento da Lello, administradora condominial, existem 10 erros primários de comportamento que devem ser evitados para não expor os edifícios a riscos desnecessários.

Descumprir as próprias normas estabelecidas pelo condomínio é a primeira atitude a ser banida, com multas se necessário, pois desestrutura qualquer sistema de segurança. Outro erro muito comum é em relação ao controle de acesso para a garagem. “O profissional de portaria não pode querer identificar o veículo, mas especialmente quem está dentro do veículo. E, na dúvida, não abrir o portão”, conta José Maria Bamonde, gerente de relações humanas da Lello Condomínios.

Segundo Bamonde, por vezes os condôminos não se preocupam em observar o movimento das áreas internas do condomínio através do circuito de TV. Tal atitude, explica, pode comprometer todo o investimento em equipamentos de segurança. Além disso, é comum que as pessoas, ao chegar próximo do edifício, esqueçam de verificar se há estranhos nas imediações ou mesmo se os funcionários de vigilância e portaria estão devidamente posicionados.

Outro equívoco básico é o morador entrar no condomínio juntamente com visitantes. “As visitas devem passar sempre por um sistema de identificação, por mais incômodo que esse procedimento possa parecer”, afirma o gerente da Lello. Da mesma forma, explica, nunca o condômino deve pedir ao porteiro que permita a entrada de alguém que ainda não tenha de fato chegado. A visita deve ser anunciada ao morador na hora.

Bamonde aponta outro erro crasso, e que deve ser evitado ao máximo: porteiros deixam seu posto, ainda quer por poucos minutos, sem nenhuma cobertura. “A presença de equipamentos como rádio e TV nas portarias também é incorreta, pois pode tirar a atenção do profissional. Apenas um monitor com imagens do circuito de câmeras deve ser mantido”.

Por fim, ressalta o gerente da Lello, é preciso romper com duas outras práticas corriqueiras e absolutamente arriscadas: deixar as chaves do apartamento ou do carro na portaria e repreender funcionários que causem algum transtorno justamente por cumprir as normas de segurança do condomínio.

ATITUDES QUE COMPROMETEM A SEGURANÇA DOS CONDOMÍNIOS:
- Desrespeitar as normas de segurança pré-estabelecidas.
- Porteiro abrir o portão da garagem ao identificar apenas o carro, sem verificar quem está no interior do veículo.
- Morador não observar o movimento nas áreas comuns do condomínio pelo circuito de TV antes de sair da unidade.
- Ao chegar ao condomínio, não verificar se há estranhos nas imediações.
- Entrar no prédio juntamente com visitantes.
- Autorizar o porteiro que libere antecipadamente a entrada de uma visita que ainda não chegou.
- Funcionário deixar a portaria vazia, sem cobertura de outro profissional.
- Equipamentos de rádio e televisão na portaria.
- Morador deixar as chaves do apartamento ou do carro na portaria.
- Condômino repreender funcionário que cumpre uma norma de segurança.
- Fonte revista zap imóveis

Vida de condomínio: Segurança obrigatória


Segundo o advogado Guilherme Gonçalves, despesa com seguro cabe por lei ao dono do imóvel, mas o locatário terá de arcar com os custos se assim constar no contrato de aluguel

Uma das polêmicas que envolvem os condomínios é o pagamento do seguro obrigatório. Despesa geralmente arcada pelos inquilinos, no caso de imóveis alugados, ela gera questionamentos sobre sua legalidade, quais são as formas de contratação e a quem cabe, de fato, pagá-la.

Quanto à obrigatoriedade do pagamento, o advogado e diretor administrativo da GR Condomínios, Guilherme Gonçalves, explica que ela consta no Código Civil. “O artigo 1.346 diz que é obrigatório o seguro de toda a edificação contra o risco de incêndio ou destruição, total ou parcial.”

Dessa forma, o advogado diz que, considerando que mais de 90% dos condomínios ativos no Brasil são constituídos por edificações horizontais ou verticais de apartamentos, todos eles são obrigados por lei a contratar seguro. “Os condomínios de casas, apesar de não estarem contemplados de forma expressa no artigo 1.346, também são obrigados a realizar o seguro por força do artigo 1.348, inciso IX, que prescreve que compete ao síndico realizar o seguro da edificação.”

Para fazê-lo, Guilherme Gonçalves informa que o síndico deverá procurar um corretor de seguros, pessoa física ou jurídica, para solicitar cotação e contratação do prêmio. “Importante ressaltar que, necessariamente, o corretor de seguros deverá ser o intermediador no processo de contratação de seguro entre condomínio e companhia seguradora.”

O advogado diz que os corretores são facilmente encontrados na internet, por meio de indicações ou informações prestadas por administradoras de condomínio. “Uma dica: os corretores de seguro que realizam assessoria para seguros de automóveis também têm competência para realizar a assessoria para contratação de seguros de condomínios”, explica o advogado.

Quanto às modalidades, Guilherme Gonçalves informa que a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguros no Brasil, os divide em vida e previdência e ramos elementares. “O corretor de seguros habilitado nos ramos elementares pode prestar assessoria no que se refere a automóveis, condomínios, frotas, seguro residencial, empresarial, entre outros.”

CUSTO
Com relação a quem deve pagar essa despesa, o advogado diz que, segundo o artigo 22, inciso VIII, da Lei do Inquilinato (8.245/91), cabe ao locador (proprietário) efetuar o pagamento da despesa do seguro, mas há uma exceção: se no contrato de locação estiver expresso que o locatário se responsabilizará pelo pagamento. “Na prática, observamos que a grande maioria dos contratos celebrados entre proprietário e locatário imputa a este último a responsabilidade pelo pagamento do prêmio do seguro”, comenta Guilherme.

Caso não seja contratado, o condomínio fica sujeito a multa em até 120 dias após a liberação do Habite-se. “O artigo 112, incisos I e II, da Lei Complementar 126/2007 determina que às pessoas que deixarem de contratar os seguros legalmente obrigatórios, sem prejuízo de outras sanções legais, será aplicada multa de o dobro do valor do prêmio, quando ele for definido na legislação aplicável e nos demais casos, o que for maior entre 10% da importância segurável ou R$ 1 mil”, explica o advogado.
Fonte:http://estadodeminas.lugarcerto.com.br

Saiba quais são consequências para condôminos inadimplentes



A ação jurídica é a mais eficiente para as administradoras 
e perigosa para os proprietários

Especialista esclarece o que pode acontecer com o condômino que fica inadimplente por muitos meses
Equilibrar ganhos e despesas é um desafio diário para muita gente. Quem escolhe morar em apartamento, seja pela comodidade, segurança ou área de lazer disponível, precisa incluir no gasto mensal uma conta bem salgada: a taxa de condomínio. Mas o que pode acontecer, se você, por alguma razão, não conseguir pagar a taxa e ficar inadimplente? O especialista José Roberto Iampolsky,diretor da Paris Condomínios, explica os riscos:
“No primeiro mês o proprietário recebe uma cartinha educada afirmando que a administradora não recebeu o pagamento. O segundo passo é a pessoa ser incluída no balancete como inadimplente. Se mesmo assim o débito não for quitado, uma última carta registrada ou telegrama é enviado”, diz.

Se todas essas medidas não surtirem efeito, os próximos passos são o protesto ou ação judicial. “Se em três meses o débito continuar, é possível protestar o condômino. Neste caso, o nome do proprietário vai direto para o Serasa. Essa alternativa ainda é usada como medida conciliatória, porque não tem efeito de cobrança, ou seja, a administradora não receberá o valor”, pondera Iampolsky.

A ação jurídica é a mais eficiente para as administradoras e perigosa para os proprietários. Isso porque o juiz decidirá como o débito será quitado. “Em último caso entra-se com uma ação jurídica. Esta medida às vezes é a única maneira de reaver o dinheiro. Muitos proprietários chegam a perder apartamentos em leilões por causa de dívidas deste tipo. Entretanto, é uma ação longa, a disputa judicial pode durar sete, oito anos”, explica.
Ações preventivas – o que diz a lei

No mercado brasileiro, o número de inadimplentes gira em torno de 7%, ou seja, a cada 100 famílias, sete não pagam os débitos mensais com condomínios. Este número parece baixo, mas, atrapalha, e muito, a organização das finanças dos edifícios. Para tentar evitar o problema, muitos moradores fazem questão de registrar medidas regulamentárias em atas. Por exemplo, muitos prédios não permitem o uso do salão de festas e churrasqueiras caso o proprietário esteja devendo.

Entretanto, Iampolsky ressalta que essa ação é válida apenas para determinados ambientes. “Sempre é preciso pensar que medidas vexatórias são passiveis de ações judiciais contra moral. Há um respaldo na lei e isso não pode ser empregado. Um morador não pode ser impedido de andar de elevador ou usar a piscina”, finaliza.
Fonte:exame

Condomínios apostam no uso de geradores de energia


Da Redação do Condoworks: Os brasileiros já presenciaram diversas falhas do sistema de distribuição de energia do país como interrupções, apagões e blecautes. A falta de energia é um grande problema não só para os estabelecimentos comerciais ou hospitais, mas também para os condomínios que ficam com itens importantes como os elevadores e os sistemas de segurança sem funcionar.

Segundo Heber Grace, gerente do departamento de Engenharia de Aplicação da Tecnogera Geradores, o brasileiro também passa por um momento de mudança em relação à utilização de geradores de energia em casa. “Não é difícil hoje vermos em uma situação de blecaute, um edifício com três ou quatro apartamentos funcionando com gerador, além do gerador do próprio condomínio que serve para a luz de emergência”, diz.

Grace explica que para instalar um gerador de energia num condomínio é preciso que toda a parte elétrica esteja finalizada e devidamente vistoriada. “Nos locais que esse procedimento não está definido, normalmente instalamos geradores a diesel”, destaca. De acordo com o especialista, a maioria dos condomínios opta por alugar os equipamentos por ser um processo mais rápido do que a compra.

O gerente acrescenta que na locação a agilidade tem que ser diferente daquela prestada pelo fabricante do equipamento, já que existem limites para restabelecer o equipamento ou até mesmo substituí-lo. “A instalação é fácil e não requer construção em alvenaria”, completa.

Os geradores de energia podem ser utilizados pelos condomínios tanto nos momentos de ausência de energia elétrica como também nos horários de picos, quando a energia fornecida pela concessionária é mais cara.

O especialista também explica qual o procedimento que o condomínio precisa realizar quando decide instalar um gerador de energia: “Em primeiro lugar é preciso agendar uma visita técnica para avaliar a potência e a tensão que o condomínio vai requerer. Além dos geradores, também oferecemos os demais equipamentos necessários para encontrar a melhor solução como bancos de carga, transformadores e cabos elétricos”, detalha.
Fonte:Condoworks