12 de jun de 2019

Segurança em instalações GLP nos condomínios

Entenda quais são as responsabilidades das distribuidoras de gás, condomínios e moradores
Moradores de condomínios que utilizam o abastecimento por centrais de GLP devem estar atentos às questões de segurança. A Liquigás Distribuidora, empresa do Sistema Petrobras que atende a mais de 46.000 clientes em condomínios por meio do Sistema de Medição Individualizada, explica quais são as responsabilidades da distribuidora de gás, dos condomínios e dos próprios moradores visando à segurança.

Instalação e manutenção da central: responsabilidade da distribuidora
O condomínio que deseja contratar o serviço de abastecimento GLP da Liquigás recebe uma visita técnica de consultores da área granel, sem custo, para avaliar o local indicado e as condições para a instalação da central de GLP. O técnico identifica se as condições e o espaço disponível para a instalação atendem às normas de segurança ou se é necessário fazer algum tipo de intervenção ou adequação.

Uma vez instalada a central de GLP a granel da Liquigás, são realizadas visitas técnicas programadas para manutenção preventiva e vistoria das condições da central de gás, sendo que a periodicidade varia de acordo com o tipo da instalação. Tudo isso é realizado sem custo adicional para o condomínio. No caso de manutenção corretiva solicitada pelo cliente nas áreas e equipamentos que compõem a central de GLP, a Liquigás também não cobra pela visita.
O condomínio que contrata o abastecimento a granel da Liquigás conta ainda com um sistema de atendimento ao cliente (SAC) para correções de problemas na central de gás em regime de 24 horas por dia durante os sete dias da semana em todo o Brasil.

Condomínio e moradores também têm responsabilidades
Para levar o gás até os apartamentos (ou casas, no caso de condomínios horizontais), a central de gás – de responsabilidade da distribuidora – é conectada à rede de distribuição do próprio condomínio – a chamada prumada, que é a tubulação que faz o transporte do GLP até cada unidade. A responsabilidade pela prumada é do condomínio, que deve contratar mão de obra especializada para sua instalação, liberação e manutenção.
Aos moradores, cabe a responsabilidade sobre os equipamentos que se encontram dentro dos apartamentos, como é o caso de fogões e aquecedores de água. É importante que cada imóvel realize o acompanhamento das condições de funcionamento destes equipamentos por meio de manutenção periódica, que deve ser feita por empresas especializadas.
A inspeção técnica do sistema de gás do condomínio é obrigatória apenas quando o local está renovando o seu Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Nesse momento, o Corpo de Bombeiros pede um laudo explicitando que as instalações estão de acordo com a NBR 15.526/2012, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Em alguns Estados, a corporação também solicita o laudo técnico de cumprimento da NBR 13.523/2008 da ABNT.
O condomínio também tem de permitir o adequado trabalho da distribuidora. Nas visitas de manutenção, é primordial que se permita o acesso dos funcionários da Companhia, ou seu representante técnico. Isso vale sobretudo, em casos de manutenção corretiva que, a depender da situação emergencial, pode ocorrer em horários pouco adequados (como finais de semana ou no período noturno).
Caso a distribuidora seja impedida de acessar a central de gás e haja suspeita de algum risco à segurança da unidade central, a empresa pode buscar auxílio junto aos órgãos competentes de atuação (como o Corpo de Bombeiros) para permitir sua entrada de maneira legal, já que se trata de uma importante questão de segurança.

Medição Individualizada
A Liquigás possui soluções para tornar ainda melhor o abastecimento de GLP nos condomínios, como é o caso da Medição Individualizada. Esse sistema assegura ao cliente o pagamento da conta com valor correspondente ao que foi consumido na própria residência, sem que tenha que arcar com custos de outros condôminos que consomem mais gás ou mesmo inadimplentes. Isso possibilita que o cliente que consome pouco gás pague o preço justo pelo serviço. O sistema também tem como diferencial a emissão da conta de gás individual da unidade no ato da leitura do consumo. Todas as cobranças (inclusive a dos inadimplentes) são feitas pela própria Liquigás (deixando de ser responsabilidade do síndico), por meio de contas individuais destinadas a cada unidade do condomínio.
A Liquigás disponibiliza esse sistema nos estados da Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Norte, Pernambuco, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Espirito Santo e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.

Dicas importantes
·        Jamais passe a mangueira por trás do fogão. Se for necessário, chame profissionais credenciados pelo fabricante do fogão para alterar a posição de entrada de gás.
·        Não instale o fogão onde há corrente de ar que possa apagar a chama e causar vazamento de gás.
·        Atentar-se ao prazo de validade da mangueira e regulador de pressão do GLP, que é de cinco anos.
·        Realizar a manutenção periódica dos equipamentos (fogão, forno, aquecedor etc.), utilizando mão de obra especializada.
·        Após instalar a mangueira no fogão, faça o teste de vazamento, passando espuma de sabão ao redor das conexões da mangueira e do fogão e/ou aquecedor.
·        Se surgirem bolhas, repita a operação de instalação. Se o vazamento continuar, feche a válvula de entrada do gás, desconecte a mangueira e solicite a ajuda de um profissional qualificado para sistemas de gás, pois pode haver a necessidade de troca de algum componente.
·        Acenda sempre primeiro a ignição (fósforo, se for o caso) e somente depois libere o GLP no bocal ou forno.

Sobre a Liquigás
A Liquigás, uma empresa do Sistema Petrobras, é líder no mercado de botijões de gás de até 13 kg e uma das maiores distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) do Brasil. Fornece gás para uso doméstico e industrial em embalagens de 8, 13, 20 e 45 kg, atendendo mensalmente em torno de 8 milhões de residências, por meio de uma rede de aproximadamente 5.000 revendedores. No segmento de GLP a granel, oferece produtos e serviços para diversos setores, como comércio, indústria, agronegócios e condomínios, atendendo a mais de 46.000 clientes no Sistema de Medição Individualizada e por volta de 23.000 nos diversos segmentos da economia brasileira, totalizando quase 35.000 instalações. A empresa conta atualmente com cerca de 3.300 funcionários e investe constantemente em tecnologia e inovações para garantir ao consumidor final um produto de qualidade, com segurança e responsabilidade social e ambiental.
Fonte: Thalita Battistin
SP4 Comunicação Corporativa(11) 3873-4374

8 de jun de 2019

Portaria virtual divide opiniões

Sem porteiros, comunicação é feita por centrais fora dos prédios.Moradores usam impressão digital, senha ou controles para entrar.

Em São Paulo, a preocupação com segurança, mas também com os custos, tem levado muitos condomínios a uma decisão que divide opiniões: a substituição de porteiros por um sistema de portaria virtual.

Dentro da portaria, não tem ninguém. Quem atendeu foi a funcionária de uma empresa de segurança, que fica em outro ponto da cidade. Pela internet, ela ligou para a Patrícia, a moradora.
Em São Paulo, estima-se que mil dos 35 mil condomínios tenham portaria virtual. Com ela, os moradores usam impressão digital, senha ou controles para entrar.
“A vigilância é constante, 24 horas observando as principais câmeras do seu condomínio. A portaria virtual aumenta o nível de segurança e baixa os custos condominiais”, explicou Bruno Appolonio, dono da empresa.
No prédio de Patrícia, o valor do condomínio caiu 40%: “Pagávamos R$ 2 mil e hoje, R$ 1.200”.
Em outro edifício também teve economia. Mas primeiro foi preciso pagar os custos da demissão dos oito porteiros e investir R$ 8 mil em câmeras, gerador de energia e duas linhas de internet, para garantir a comunicação.
A mudança veio depois de uma experiência ruim.
“Um dos nossos porteiros dormiu e estava embriagado e aconteceu que a polícia teve que vir aqui para invadir o prédio, porque poderia estar ocorrendo um assalto”, disse Fernando Mascarenhas, síndico do prédio.
Mas a solução não é bem vista pelos moradores de outro edifício. Eles nem pensam em dispensar os quatro funcionários da portaria.
“A gente confia plenamente nos nossos funcionários. Houve um roubo aqui na frente, o porteiro automaticamente ligou para a polícia. A tecnologia falha, portão toda a hora quebra. Se quebrar, como é que faz?”, questiona o advogado José Ronaldo Curi.
Preocupado com os empregos, o sindicato dos porteiros lançou uma campanha contra a portaria virtual.
“O porteiro já sabe os hábitos dos seus moradores, dos seus familiares. A máquina, além de ser à distância, não conhece o ritmo dos seus moradores e visitantes”, afirma Paulo Ferrari, presidente do Sindicato dos Porteiros de São Paulo.
José Elias de Godoy, especialista em segurança, diz que a tecnologia é uma tendência que depende da disciplina dos moradores e não serve para todos.
“O volume de pessoas entrando e saindo, vários condôminos ao mesmo tempo, sendo controlado por uma central de monitoramento pode haver um gargalo e isso pode comprometer diretamente a segurança. Por isso, nós aconselhamos que não ultrapasse de 40 apartamentos por prédio para fazer a portaria virtual”, explicou.
Fonte:g1.globo.com

1 de set de 2016

Sugestão: Medição Individualizada de gás em condomínios: Economia e valorização do imóvel

MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA DE GÁS PROPORCIONA ECONOMIA E COMODIDADE
Liquigás Distribuidora disponibiliza sistema para 11 estados e Distrito Federal
Tendência no mercado de construção imobiliária, tanto residencial quanto comercial, os sistemas de medição individualizada trazem ganhos para todos os membros de um condomínio, como a cobrança pelo consumo efetivo de cada condômino, evitando o famoso rateio entre os moradores, e o uso mais racional da água e do gás. Este tipo de serviço, além de proporcionar comodidade, pode influenciar na valorização do imóvel.
Acompanhando o crescimento desse segmento, a Liquigás Distribuidora já expandiu o Sistema de Medição Individualizada para 11 estados brasileiros, como Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, além do Distrito Federal.
O sistema de Medição Individualizada de gás liquefeito de petróleo (GLP) da Liquigás Distribuidora assegura ao cliente o pagamento da conta com valor correspondente ao que foi consumido na própria residência ou estabelecimento comercial, sem que tenha que arcar com custos de outros condôminos que consomem mais gás ou que estejam inadimplentes.
Além de evitar desentendimentos por causa do rateio da conta, o sistema de medição individualizada também incentiva os moradores a economizar no uso do gás, uma vez que permite ao usuário maior controle dos seus gastos.
Todos os medidores de GLP contam com código de barras, o que garante identificação rápida e segura do consumidor, sendo que a tecnologia utilizada pela Liquigás permite a emissão da conta no momento da leitura, sem que ocorra extravio de contas. Além disso, a tecnologia é dotada de demonstrativos que comparam o consumo atual com a média de consumo dos meses anteriores, antes da emissão da conta. Caso o resultado obtido seja diferente ou muito superior à média, a leitura é apenas registrada e enviada para análise. Somente após todas as divergências serem sanadas, ocorre a emissão da conta.
Para a instalação da Medição Individualizada, o prédio precisa possuir ou providenciar prumadas e medidores. Caso não haja medidores, a Liquigás pode estudar com o cliente a possibilidade de fornecimento em regime de comodato. Além dos medidores e prumada, é necessária a instalação de uma Central de Gás, que é disponibilizada ao cliente normalmente em regime de comodato, ficando a Liquigás responsável por realizar a manutenção e reparos na Central em visitas programadas.

5 de jun de 2016

Monitoramento à distância: mais um problema contra a segurança

Tendo em vista os problemas causados pela terceirização e pela ausência de um funcionário capacitado na portaria, empresas de monitoramento à distância têm perdido espaço em condomínio.
Há dois anos, uma nova proposta de portaria se tornou uma tendência na época mas, felizmente, foi algo passageiro . A ideia de encher o condomínio de câmeras, dispensar os funcionários e monitorar tudo de um escritório em outro endereço seduziu muitos síndicos.

"E sempre que surgem essas 'idéias milagrosas',  elas vêm com o discurso apelativo de que só é possível reduzir custos no condomínio se os funcionários forem dispensados," comenta Paulinho, que conhece há anos a realidade dos condomínios e sabe que a vida desses locais só e possível com mão de obra qualificada contratada pelo prédio. "Os moradores tem que se conscientizar que contratar um bom profissional não é custo , mas sim investimento", enfatiza.

Nos últimos meses, dezenas de locais que instalaram o monitoramento á distancia estão se desligando e voltando a contratar a portaria tradicional. Em um condomínio em Santo Amaro, local onde o zelador foi mantido e os porteiros dispensados, a vida ficou praticamente insustentável. De acordo com o zelador, que pediu para não ser identificado, quase tudo que os porteiros faziam foi transferido para ele e a empresa contratada se limitava a abrir o portão.

"Quando chegava uma correspondência, por exemplo, e o morador não estava no condomínio, eu era chamado para recebê-la; quando vinha um prestador de serviço, eu era chamado para atendê-lo; eu não tinha mais sossego e não conseguia fazer o meu próprio serviço, porque o movimento numa portaria de prédio é sempre intenso" explica o zelador, sócio do Sindifícios  há 18 anos.

Para ele, a situação começou a melhorar no começo de maio: "Felizmente o síndico percebeu o que eu vinha vivendo e que essa portarias à distância não proporcionou benefício algum ao prédio; assim, cancelou o contrato com a empresa é já contratou três novos porteiros", fala satisfeito.
E você, que atua em condomínio, fale com o síndico a respeito. Mostre para ele as vantagens de ter funcionários próprios atuando satisfeitos.   

Fonte: informativo do SindifÍcios: Sindicato do trabalhadores em edifícios de São Paulo.

12 de mai de 2016

Confira 10 dicas para evitar multas no condomínio

Não alterar a fachada e a área comum são dicas básicas.
Respeitar os horários de silêncio estabelecidos na Convenção é importante.
Morar em condomínios é uma opção que exige saber viver em comunidade e, principalmente, respeitar o espaço alheio e o coletivo. Como medida para evitar que certas atitudes atrapalhem o convívio, os condomínios costumam multar quem faz barulho fora de hora, desrespeita o espaço comum dos condôminos, entre outras transgressões à convenção coletiva.

Saber respeitar as regras do condomínio, a privacidade e liberdade dos demais moradores é imprescindível para uma boa convivência e também para evitar multas. No caso de imóveis locados, é muito comum que o síndico entre em contato com a imobiliária para relatar o problema e pedir que a empresa tome uma medida.
“Brigas e discussões entre família, que perturbam o silêncio, e cachorros de grande porte em apartamentos são algumas das principais causas de desavenças entre vizinhos. Apesar de não ser de alçada da imobiliária, alguns síndicos costumam ligar para nós para reclamar de problemas de boa convivência. Quando isso acontece, indicamos para o locador quais são seus direitos no condomínio e como ele faz para exercê-los”, conta Charles Bitencourt, diretor comercial da Betha Espaço.

Segundo Marco Aurélio, diretor da empresa Marco Condominial, administradora de condomínios, a regra número um para viver bem em um condomínio é ter bom senso. “O convívio em condomínios, que possuem áreas privativas e áreas comuns, exige civilidade e tolerância das pessoas. Outra regra importante é conhecer bem as regras do seu condomínio, como os horários para uso das áreas comuns, se pode levar visitante para a piscina ou não. Só é correto exigir os seus direitos se estiver cumprindo os seus deveres”, destacou.
Marco Aurélio acrescenta que as principais reclamações dos moradores são as que começam com a letra B. “Barulho em horário impróprio; bicho de estimação que causa incômodo aos vizinhos; e bobagens, ou seja, desconforto com situações irrelevantes que deveriam ser toleradas na convivência em condomínios”, completou o diretor.
Todo condomínio deve possuir, ao menos, a convenção, que é a norma que define os direitos e deveres dos condôminos de maneira ampla, além de descrever a estrutura da administração. Recomenda-se que os condomínios possuam um regimento interno – que é outra norma –, que regulamenta os direitos e deveres descritos na convenção e define regras de uso mais específicas, como horário para uso da sauna e procedimento para reserva do salão de festas, por exemplo. “A convenção e o regimento interno devem ser criados de maneira participativa entre os condôminos em assembleia geral, contando com a assessoria técnica de um advogado, para garantir a legalidade das regras aprovadas”, alertou Marco Aurélio.
Sem multas

Confira outras dicas para evitar multas em condomínios.
1. Não alterar a fachada: além de ocasionar multa, a construtora e o arquiteto responsável podem processar o condômino, por alteração do projeto sem autorização. Varal na varanda e plantas nos parapeitos também são proibidos, na maior parte dos condomínios.

2. Não alterar a área comum: nenhum tipo de alteração na área comum do prédio deve ser feito sem aprovação em assembléia. Se cada morador resolver decorar um ambiente da área comum da forma como achar melhor, sem consultar os outros moradores, pode ser multado também.

3. Respeitar os horários de silêncio estabelecidos na Convenção: todos prezam por uma noite de sono, seja à noite, seja de manhã bem cedo. Arrastar móveis nesses horários, gritar, ouvir música em volume alto ou fazer o cachorro latir não são ações bem vistas para quem mora em condomínio. Qualquer ato que atente contra a liberdade individual e o sossego alheio já constitui contravenção, mesmo que feita dentro do horário permitido pela “lei do silêncio”.

4. Respeitar o uso da vaga de garagem: garagem não é lugar de guardar bicicletas, carrinhos de bebê, ferramentas ou material de construção. Além de ir contra as regras condominiais e degradar o espaço, algum objeto pode sumir. Cada carro deve ocupar a sua vaga, sem extrapolar os limites. Quem não respeita as regras leva multa.

5. Respeitar o uso do elevador: é importante que o condômino se atente à segurança do condomínio. Criança pequena só pode ficar no elevado se estiver acompanhada. Para os adolescentes, vale o bom senso e o respeito: elevador não é lugar de brincadeiras. Outra questão para o uso do elevador é entender a diferença entre o social e o de serviço. O primeiro não permite o trânsito de animais, carrinhos de supermercado, lixo ou mudanças. Quem não respeitar a regra também é multado.

6. Não atirar objetos pela janela: além de correr um risco enorme de machucar alguém, é uma questão de educação e bom senso. Seja bituca de cigarro, brinquedos, alimentos ou qualquer outro objeto, esta ação é inaceitável e gera multas.

7. Sujou, limpou: quem não gosta de um ambiente limpo e seco? Se usar a churrasqueira, é importante deixá-la limpa para o próximo morador. Caso não tenha como limpar, peça ajuda ao faxineiro.
8. Quebrou, pague o conserto: acidentes acontecem, claro. O que não acontece é a compreensão dos outros moradores, quando algum objeto do condomínio é quebrado pelo uso errado. Fiscalize as crianças e os adolescentes e oriente-os para que cuidem do patrimônio.

9. Cuidado com os animais de estimação: animais em condomínios são aceitáveis, desde que a quantidade e o tamanho deles sejam compatíveis com o apartamento. Tem gente que cria cinco cachorros e sai para trabalhar o dia todo. Dessa forma, os animais sofrem maus tratos e latem sem parar, incomodando os vizinhos. Para as raças mais agressivas, o uso da focinheira é obrigatório. Deixar os animais fazerem as suas necessidades nas áreas comuns e nos jardim do condomínio também ocasiona multas.

10. Em dia de mudança, respeitar as regras estabelecidas no regulamento interno: existem algumas convenções que não permitem mudanças aos sábados e domingos. É preciso se certificar também dos horários liberados e os locais por onde a mudança pode descer, para não correr o risco de ser multado.
Fonte:http://g1.globo.com/espirito-santo

10 de mar de 2016

Agora, atrasar condomínio por três dias leva imóvel à penhora

Síndico terá que reunir recibos em atraso e atas de reunião para comprovar débitos
Quem estiver com a cota condominial em atraso terá que pagar a dívida em até três dias, segundo o Novo Código de Processo Civil, que deve entrar em vigor até o dia 20 deste mês. Se não houver o acerto nesse prazo, o imóvel será penhorado. Ou, se tiver recursos em banco, o condômino corre risco de ter a penhora on-line na conta.

“Significa que a inadimplência, que gera cotas extras para moradores, terá menor impacto nos condomínios. As ações serão de execução direta e vão durar menos tempo, em vez de sete a dez anos”, explica Arnon Velmovitsky, advogado especializado em Direito Imobiliário.

Com o novo código, o condomínio não passará por moroso processo para receber seu crédito, bastando propor ação de execução de título executivo extrajudicial. A cobrança está prevista no Artigo 784 do novo código. Segundo Velmovitsky, o síndico terá que reunir recibos em atraso e atas de reunião para comprovar débitos. O segundo passo é entrar com a ação de execução. A Justiça pode determinar que o inadimplente pague a dívida em três dias.

“Se o devedor se negar a pagar, o condomínio pode pedir a penhora do imóvel ou a penhora on-line, se comprovar que ele tem dinheiro em banco”, explica Velmovitsky. Segundo o advogado, seria razoável esperar pelo menos três meses de atraso para fazer a cobrança, mas a partir de um mês dá para entrar com ação. “O nome do inadimplente já fica com restrição, pois já existe convênio entre o Tribunal de Justiça e o Serasa. A medida inviabiliza financiamentos e até mesmo a liberação de cartões de crédito”, declara Velmovitsky.

Valores devem estar previstos em convenção
Para condomínios, sem sombra de dúvida, a maior mudança do Novo Código de Processo Civil é que será possível cobrar débitos por meio de ações de execução (Art. 748, X, do novo CPC), desde que os valores estejam previstos na convenção ou aprovados em assembleia.

Segundo o advogado André Luiz Junqueira, especializado em Direito Imobiliário, na execução, o devedor é citado, não para apresentar defesa, mas para pagar o débito em 72 horas sob pena de penhora de seu imóvel. “O executado pode até se defender, mas tem que fazer embargos à execução (Art. 914), com matérias específicas para a defesa (Art. 917). É como se já iniciássemos um processo com a sentença judicial pronta”, explica Junqueira.

De acordo com o advogado, o novo procedimento favorece o devedor que deseja pagar, oferecendo descontos e permitindo até parcelamento do débito com pagamento de sinal mais seis parcelas mensais (Art. 916).

Novo código reduz tempo do processo
O novo código permite redução sensível do tempo do processo (entre dois e três anos), pois a ação já começa com a penhora do imóvel se o devedor não pagar o débito do condomínio em 72 horas (Art. 829). Com a nova legislação, não há mais audiência na Justiça, o que levava meses para acontecer. A partir de agora, haverá maior garantia de recebimento dos valores pelo condomínio, pois é possível “prender” o bem do devedor quase que imediatamente (Art. 828).

O devedor é obrigado a pagar custas para se defender, diferentemente do procedimento atual, que não custa nada para o réu contestar a ação (Art. 914). Agora, passa a existir a possibilidade real de protesto da cota de condomínio, pois antes nem todos os Estados aceitavam.

E quanto mais o devedor do condomínio demora em promover o pagamento e resistir à execução, mais penalidades terá que pagar com o novo código (Art. 827). Além disso, existe previsão para penhora (Art. 837) e leilão (Art. 879, II) por meio eletrônico, o que agilizará os atos. (Cristiane Campos/AD)
Fonte:http://www.osul.com.br