18 de dez de 2012

Segurança nas Férias dos Condomínios

O responsável pela segurança, que em geral é o síndico, deve planejar e adotar alguns procedimentos para o período de férias, dentre outros.
Sempre que chegam as férias, chega também um desafio para a gestão de segurança patrimonial dos condomínios residenciais, sejam eles horizontais ou verticais, de veraneio ou dormitório.

Por isso é necessário redobrar os cuidados com a segurança. Claro que todo esse planejamento deve ocorrer com antecedência e com base na análise de riscos.

É de se esperar que na maioria dos condomínios já exista o manual de segurança, validado com os planos de contingência para as situações de emergência, crise e restauração da normalidade, com respectivos procedimentos; principalmente os que tratam do controle de acesso das pessoas (moradores, visitantes e prestadores de serviços), veículos e mudanças. Os veranistas e locatários temporários exigirão especial atenção e orientação para as regras de segurança.

O responsável pela segurança, que em geral é o síndico, deve planejar e adotar alguns procedimentos para o período de férias, dentre outros:

a) Contratar uma empresa para realizar a manutenção preventiva e inspeção do sistema de segurança, verificando o funcionamento do CFTV - circuito de TV interna das câmeras de segurança eletrônica e os alarmes.

b) Em edifícios com grandes áreas externas, os funcionários devem ser orientados a fazer vistorias periódicas, especialmente no período noturno.

c) Caso os condomínios tenham contratos com empresas de Vigilância Patrimonial, é fundamental solicitar a intensificação das rondas na portaria e entorno do condomínio.

d) Uma prática tão comum quanto inadequada é o morador deixar a chave do apartamento na portaria para que alguém regue as plantas ou tratar de animais de estimação; nesse caso os moradores devem entregar as chaves a um vizinho, parente ou amigo, deixando uma autorização por escrito, para que a pessoa possa entrar no prédio.

e) Os funcionários e moradores devem estar sempre atentos ao que acontece nas imediações do condomínio.

f) Carros parados por um longo período, pessoas estranhas observando o movimento ou qualquer outro fato estranho devem ser comunicados imediatamente pelo vigilante, porteiro, ou zelador, à empresa responsável pela segurança ou a polícia quando for o caso.

g) Antes de abrir o portão da garagem, o porteiro deve procurar identificar quem está dentro do veículo.

Em relação às crianças e idosos que não viajarem, também se faz necessário especial atenção dos condomínios durante esse período.

A preocupação maior deve ser em relação ao elevador, garagem, escadaria, piscina, playground e áreas de acesso restrito como caixas d'água e casa das máquinas.

1) Nas áreas comuns não é recomendável que crianças menores de 10 anos andem sozinhas, bem como no elevador.

2) O condomínio também deve proibir que as crianças brinquem nas escadas e na garagem.

3) Manter as escadas, as garagens e os acessos com boa iluminação e não deixar entulhos ou outros materiais nesses espaços.

4) No playground orienta-se para que os brinquedos sejam regularmente vistoriados, além de validado o plano de manutenção.

5) Nos brinquedos móveis como gangorra, gira-gira e balanço entre outros, evite que as crianças com idade abaixo do recomendado pelo fabricante os utilizem.

6) As crianças menores de cinco anos devem estar sempre acompanhadas por um responsável, que poderá socorrê-las imediatamente no caso de um acidente.

7) Na piscina, todo cuidado é pouco. As crianças nunca devem permanecer sozinhas nesses locais. Recomenda-se o uso de cobertura por lona nos períodos fora de uso.

8) Os idosos devem evitar as escadas quando desacompanhados.

9) No espaço dedicado para academia, deve-se evitar a presença de crianças desacompanhadas.

10) Enfim, os cuidados devem ser adotados onde existirem áreas comuns habitadas e áreas comuns não habitadas, e que nem sempre tem o acesso controlado.

Todos os cuidados aqui mencionados, além de outros segundo as características de cada empreendimento, servem de base para o planejamento estratégico adotado pelo condomínio. Algumas das dicas se aplicam em um condomínio e não se aplicam em outros, portanto, insisto que fazer a análise de riscos e contar com a consultoria de profissionais especializados, são fundamentais para o sucesso da solução a ser desenvolvida.

Investir em tecnologia de proteção perimetral é o primeiro passo que muitos se atentam. Ocorre que soluções são adquiridas sem matriz de riscos, o que pode levar a gastos desnecessários, isto é, o custo deve estar relacionado e proporcional ao benefício.

Em outros casos compra-se de tudo para proteger o prédio e negligencia-se no treinamento das pessoas, sendo este último um dos maiores motivos das falhas e causas de ocorrências em condomínios, razão pela qual se tem a sensação de dinheiro jogado fora.

Também é recomendado que os procedimentos sejam revisados, auditados e testados regularmente visando o preparo de todos e a melhoria dos processos.

Reduzir os riscos deve ser compromisso de todos, e dever do condomínio. Dessa forma quando possível e viável financeiramente, o condomínio deve contratar uma consultoria para ajudar no desenvolvimento do plano de segurança, contemplando o projeto de segurança.

Somente com todos engajados nesse propósito que será possível a prevenção, desestimulando as ações do mal intencionado e oportunista.

Vale lembrar que segurança e conforto andam juntos, embora o melhor dos mundos fosse termos os dois sem nos sentirmos estressados; contudo, em algum momento, devemos decidir qual deixaremos de lado ou priorizaremos.
Fonte administradores.com.br

Vai viajar nas férias? Prepare a casa antes de deixar o condomínio


 O fim do ano chegou e as férias em família estão próximas. Para conseguir descansar bem e iniciar o próximo ano sem nenhum problema no condomínio, é preciso que, antes de viajar, os moradores deixem a casa em ordem, evitando surpresas desagradáveis na volta.

Um dos principais cuidados que é preciso ter é com os recipientes que podem acumular água, facilitando a reprodução do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypt. Amadeu Filho não ligou muito para esses detalhes e quando voltou de viagem no verão do ano passado, acabou pegando a doença. “Sei que não foi na praia porque a doença apareceu muito tempo depois da minha volta e quando você é diagnosticado com dengue, a Vigilância Sanitária vai até a residência e verifica locais que possam ter ovos do mosquito, e acharam”, conta.

Antes de sair, verifique se não tem pneus, vasos, baldes ou outros recipientes no quintal, área de serviço ou garagem que possam acumular água e facilitar a entrada do mosquito na sua casa.

Outro cuidado que deve ser tomado são com os equipamentos eletrônicos no período de chuva. Se toda a família for viajar junta, desligue os aparelhos antes de sair de casa e evite que haja danos em caso de temporais. Se alguém ficar tomando conta, deixe uma recomendação para que os equipamentos sejam desligados quando o tempo ficar ruim.

Os bichos de estimação também pedem cuidados extras se não forem levados na viagem em família. “O animal deve ser deixado na casa de alguém em quem o dono confia ou nos hotéis especializados”, alerta o veterinário Gilson Borges.

Depois de ver todos esses detalhes, não deixe o lixo acumulado ou comida que possa estragar na geladeira. Isso evita surpresas e visitas indesejáveis na chegada.

Antes de sair de casa, caso ela tenha segurança interna, teste diversas vezes para ver se os equipamentos estão funcionando. Peça para que as cartas sejam entregues na portaria e se assinar jornal ou revista, suspenda a entrega durante os dias em que estiver fora. Essas ações evitam que ladrões notem que a casa está vazia e decidam entrar no imóvel.

Se tiver algum amigo ou parente de confiança, deixe as chaves para que a casa seja mantida em ordem e um número de telefone em caso de emergências.
Fonte Condoworks

14 de dez de 2012

Casa ou apartamento? Veja o que levar em conta na hora da escolha

Casas e apartamentos têm vantagens e desvantagens. A escolha por um ou outro depende do perfil dos moradores e suas necessidades. Pense bem nesta questão antes de fechar o negócio, pois os arrependimentos podem custar caro. As diferenças, acredite, são grandes. Agora, se você quiser equilibrar os benefícios de cada um deles, verifique a possibilidade de mudar para uma casa dentro de um condomínio.

Os principais benefícios dos apartamentos são a segurança, a comodidade, a área de lazer – piscina, academia, playground – , o serviço de manutenção e a maior oferta – atualmente há mais apartamentos à venda do que casas. Somente no ZAP Imóveis a quantidade de ofertas de apartamento é maior (66%) do que a de casas (22%).
Segundo Roseli Hernandes, diretora da Lello Imóveis, não existe o certo e o errado, mas é possível identificar quais são as desvantagens que podem incomodar no dia a dia. Em um condomínio, por exemplo, a proximidade com os vizinhos é maior. Significa que eles vão ficar sabendo dos seus horários, hábitos e gostos. Se você gosta de ouvir música, terá de controlar o volume e o horário para ligar o som. As cotas condominiais representarão um gasto mensal elevado, em alguns casos. Porém, o morador terá elevadores, pessoas trabalhando para realizar a manutenção do prédio e não precisará se preocupar com cadeados em janelas.

Além disso, segundo um levantamento da Lello, na capital há diferenças de até 77% entre os preços médios de condomínios. Os arredores da Mooca aparecem como a opção mais barata, e a Bairro dos Jardins com os preços mais altos, de acordo com as ofertas anunciadas aqui no portal.
“Em um condomínio você tem menos privacidade. É possível que uma hora ou outra você encontre um desafeto no corredor. Além disso, você não poderá personalizar a fachada do imóvel do jeito que quiser. Para viver em condomínio é necessário respeitar as regras internas e aceitar as decisões coletivas, concordando ou não. Isso pode ser difícil, sobretudo para quem está acostumado a uma casa padrão”.

Em uma casa, a sensação de liberdade é maior, bem como a insegurança, mas isso é relativo. Com alguns cuidados e equipamentos, como cercas elétricas, circuitos de TV, cachorros e até a contratação de um serviço de segurança, o inconveniente pode ser amenizado e até eliminado. Uma grande vantagem é não ser prejudicado com inadimplência, além de poder ter quintais, jardins e garagens exclusivos.
Nas casas de condomínio, os moradores com filhos podem ficar mais sossegados, as crianças podem brincar na rua do condomínio ou na rua fechada com mais liberdade. O risco de atropelamento é bem menor, já que só entram veículos autorizados. Além disso, os custos de manutenção da área verde e de lazer e da organização e estrutura são menores do que os de um apartamento.

Em relação à segurança, os muros altos e as guaritas são uma ajuda a mais na proteção contra ladrões. A divisão dos custos para o sistema de proteção possibilita usar equipamentos mais modernos e a probabilidade de um bandido render os moradores, neste caso, costuma ser menor, porque o acesso é vigiado.
Fonte.zap.com.br

8 de dez de 2012

Decore o condomínio para o Natal com economia e segurança

Um dos feriados mais festejados do ano está chegando. O Natal reúne a família e sempre traz a beleza dos enfeites natalinos aos prédios e condomínios. Porém, o orçamento no final de ano é apertado e a decoração não é barata. Por isso, para que você deixe o local bonito sem gastar muito, separamos algumas dicas.

As decisões devem ser tomadas em uma assembleia com o síndico e os condôminos para que não haja confusão e todos concordem com o que for decidido.

Uma opção simples e barata é reaproveitar os enfeites utilizados no ano anterior e mudar um pouco a distribuição deles no condomínio. Fhilipe Sorvillo, síndico de um prédio em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, acabou utilizando essa solução para não ter problemas de caixa. “Quando o planejamento foi feito, esquecemos de contabilizar os novos enfeites de Natal. Para que não ficasse sem, foi decidido que usaríamos o mesmo do ano passado que estavam em excelente condição”, explica.

Para uma decoração simples, a dica é usar as luzes “pisca-pisca” nas árvores do jardim e na portaria. Também é interessante comprar uma árvore média e enfeitá-la para o hall de entrada.

A decoração ecológica também é uma saída. Além de ajudar o meio ambiente, o condomínio economiza e reutiliza produtos dos próprios moradores. Tereza Miguel conta que no prédio aonde mora esse tipo de enfeite vem sendo utilizado há dois anos. Para ela essa é a melhor solução. “Nada melhor do que conseguir utilizar novamente produtos que iríamos jogar no lixo. A decoração fica linda e não deve nada para a tradicional”, diz.

Utilize garrafas pet, revistas antigas e bolas de isopor, junte com a criatividade e deixe o condomínio lindo. A montagem desse tipo de decoração traz também mais interação entre os moradores, melhorando a convivência.

Cuidados com a iluminação

As luzes de Natal são uma das atrações mais bonitas da data. Elas chamam atenção e deixam a casa como um sonho, porém é preciso cuidado na hora de comprar e instalar. Em primeiro lugar, verifique sempre se os “pisca-piscas” tem procedência comprovada, se eles têm o selo do Inmetro.

Se as luzes forem as mesmas dos anos anteriores, veja se elas estão bem conservadas, se tem fios danificados ou rompidos.

Antes de realizar a instalação verifique os seguintes itens:

- Evite utilizar adaptador benjamim. Eles sobrecarregam as tomadas e podem causar danos elétricos;

- Não as deixe em contato direto com a água ou em local muito úmido;

- Verifique se o isolamento das conexões elétricas ainda está bom;

- Veja se as luzes estão longe de materiais como plástico, papelão, tapetes, sofás e outros produtos inflamáveis;

- Deixe as lâmpadas fora do alcance das crianças e dos animais de estimação.
Fonte Da Redação do Condoworks.

4 de dez de 2012

Síndico deve se organizar para evitar calotes


Os síndicos são os representantes legais do condomínio, e uma das suas principais obrigações é cuidar das contas para evitar calotes.

Segundo o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Hubert Gebara, nesta época do ano, a saúde financeira do condomínio é a meta prioritária dos síndicos.

— Estamos no final do ano, quando incidem sobre os condomínios as despesas decorrentes do acordo coletivo e décimo terceiro salário.

Segundo Gebara, mão de obra e encargos são responsáveis por 50% das despesas gerais ordinárias.

— Em seguida vêm água e energia elétrica.

Como economizar
Para diminuir alguns desses gastos, o condomínio pode instalar de hidrômetros de medição de água individualizada.

— Esse equipamento deve  ser considerado indispensável se o mercado imobiliário se pretende sustentável, pois pode responder por uma economia de até 30% na conta, além de agregar valor de compra e venda ao imóvel.

Outra dica de economia de água e de eletricidade é não usar esguicho de alta pressão para varrer a área comum.

— As mangueiras não devem ser usadas como vassoura hidráulica. E o reuso da água da chuva também pode economizar bastante nesse locais.

As lâmpadas normais também podem ser substituídas por sistemas de acionamento por sensor de presença com lâmpadas fluorescentes ou de LED, dependendo da utilização da área.

O diretor de Administradoras da vice-presidência, João Luiz Annunciato sugere que os edifícios com dois elevadores no mesmo hall podem operar com apenas um deles nos horários de menor movimento.
— Com isso, consegue-se uma economia de até 15% na conta de luz.

Funções do síndico
O síndico nem sempre é pago pelo trabalho que faz. A possibilidade de remuneração depende do que foi decidido na convenção do condomínio. O mais comum é que o síndico fique isento do pagamento  das despesas normais como forma de remuneração.

Além de cuidar do condomínio, os síndicos devem elaborar uma previsão de gastos (orçamento) para cada período e devem cobrar o pagamento dos condôminos. Em caso de calotes, também é obrigação dos síndicos aplicar multas de acordo com a lei e com a convenção ou regimento interno.
Fonte. r7

2 de dez de 2012

Um condomínio em bom estado de conservação aumenta as chances de o imóvel ser vendido ou alugado

Participar das assembleias de condomínio não significa apenas contribuir para melhorar o conforto, a segurança ou a convivência dos moradores. Fazer sugestões positivas pode ajudar a valorizar o imóvel e acelerar o processo de venda ou locação.

"É nas assembleias que são discutidos os rumos do patrimônio. Deixar de ir é deixar nas mãos de outras pessoas os rumos de um bem que também é seu", comenta Simone Camargo, vice-presidente de condomínio do Sindicato da Habitação do Rio Grande do Sul (Secovi-RS).

Os prédios mais antigos precisam de atenção especial, destaca ela, já que o tempo pode ter deixado marcas que podem espantar futuros compradores e inquilinos.

Para a gerente de relacionamento da Lello Condomínios, Márcia Romão, um condomínio em bom estado de conservação aumenta as chances de venda.

"A unidade é o principal, mas há casos do imóvel ser descartado, mesmo em bom estado, por conta da falta de manutenção do condomínio. O estado das áreas comuns pesa bastante na hora da compra", afirma Romão.

Paisagismo
O zelador Laélio Matias Fernandes, 41 anos, constata isso na prática. Ele trabalha em um condomínio no bairro da Mooca (zona leste de São Paulo) com quase 24 anos.

"A pintura do prédio desgasta com facilidade e deixa o aspecto de velho, mas encanamentos e tubulações também sofrem com o tempo. Ninguém nota de cara, só quando dá problema. Aí já é tarde", conta o zelador.

Ele diz que condomínios que prezam pela jardinagem e pelo paisagismo costumam fazer sucesso entre os compradores.

"Já acompanhei visitas em que o interessado já se encantava logo de cara com o jardim. Trazer áreas verdes bem cuidadas para dentro de uma cidade cinza como São Paulo chama a atenção", aponta Fernandes.

Hall de entrada
O arquiteto Gerson Dutra de Sá alerta ressalva que as áreas comuns não apenas devem estar em boas condições, mas também precisam ser estruturadas de forma que recebam bem quem está passando ou quem deseja parar para receber alguém ou conversar.

"O hall de entrada pode ter sofás, aparadores e vasos. Os halls que dão acesso aos apartamentos ficam intimistas com um revestimento diferente na parede ou papel de parede", declara o profissional.

Se já existe estrutura, como bancos, não é necessário trocar tudo. O condômino pode sugerir uma repaginação com pequenas intervenções, que garanta um visual novo, que agrade aos moradores e se destaque para eventuais compradores e inquilinos.
Fonte:invertia.terra

Compra de imóveis na planta exige cuidados

Adquirir um imóvel na planta exige dos interessados, além de vários cuidados, muita atenção. É necessário tomar uma série de precauções e seguir alguns procedimentos antes e depois da compra, para não correr riscos ou enfrentar problemas posteriores.

A importância da Pesquisa
A aquisição deste tipo de imóvel requer uma pesquisa criteriosa e mais detalhada por parte do comprador. Isso porque o imóvel ainda será construído, correndo o consumidor o risco de enfrentar problemas como demora/atrasos na entrega, posterior alteração metragem dos cômodos, embargo da obra por irregularidades junto à Prefeitura (documentação, falta de segurança, etc.), índices de reajustes não previstos em contrato, padrão de qualidade abaixo do esperado ou anunciado, entre outros.

Analisando a Oferta
Ao se interessar por um imóvel na planta, procure verificar a qualidade de construção de outros imóveis da construtora. Visite prédios já construídos e entregues. Se possível converse com moradores ou com o síndico, perguntando sobre eventuais problemas na edificação.

- No stand de vendas, observe na planta de edificação a exata localização da unidade pretendida (se é de frente, de fundos, sua ventilação, incidência de luz, do sol etc.). No memorial descritivo, identifique a marca e a qualidade dos materiais e equipamentos a serem utilizados (elevador, azulejos, piso, metais etc.).

- Questione sobre o regime de construção. Saiba que se for por empreitada, o preço é fechado mas sujeito a reajustes; se por administração, também conhecido como preço de custo, o valor efetivo da obra será repassado aos adquirentes, acrescido de um valor à título de taxa de administração.

- Anote tudo sobre as condições oferecidas: entrada, prestações, intermediárias, índices e periodicidade de reajustes, entrega das chaves e projeção do valor da prestação com a aplicação de juros, no caso de financiamento, saiba que além dos juros haverá correção por índice contratado. Se a obra for financiada por agente do Sistema Financeiro de Habitação, esse deverá estar identificado.

- Cheque se o preço total e se os valores apresentados estão atualizados para a data de assinatura do contrato. Observe o prazo para início e término da obra (deverá constar, no mínimo, mês e ano), bem como a existência de multa por atraso na entrega.
- Guarde todo o material de publicidade (folhetos, prospectos, anúncios de jornais etc.).

Investigações Importantes
Verifique se o projeto de incorporação está devidamente aprovado pela Prefeitura e registrado no Cartório de Registro de Imóveis competente, identificando o número de registro e o cartório.
Observe atentamente se o que consta nos prospectos e anúncios condiz com a planta aprovada pela prefeitura (e se não houve alterações) e com o memorial descritivo da edificação, registrados no Cartório

Imobiliário competente.
E, não deixe de verificar quem são os profissionais responsáveis pelo empreendimento, inclusive solicitando informações sobre eles junto ao CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura).

Contrato
Para aquisição de qualquer tipo de imóvel é fundamental ficar atento ao contrato ou compromisso de compra e venda. Leia-o atentamente. Examine a proposta e o contrato; na dúvida, solicite esclarecimentos ou procure um advogado especializado. Ao assinar o contrato, certifique-se de que todas as cláusulas são as mesmas da proposta (ou minuta). Risque todos os espaços em branco.

Devem constar, desse documento, os dados do incorporador e do vendedor, valor total do imóvel, forma de pagamento ou de financiamento, periodicidade de reajustel e índice de reajuste, local de pagamento, penalidades no atraso de pagamento de parcelas (a multa é de até 2%), valor do sinal antecipado, indicação da unidade privativa e garagem adquiridas (localização, confrontação, metragem total , área privativa, comum, de garagem etc.) e demais condições prometidas pelo vendedor.

Lembre-se de que, na compra de imóvel na planta, o contrato deverá informar também o prazo para início e entrega da obra. Caso seja prevista multa por atraso na entrega, é importante que ela esteja incluída nas cláusulas desse documento. Anexado ao contrato, deverá estar o Memorial Descritivo, constando tudo que o imóvel deverá ter depois de pronto (inclusive, o que se referir a acabamento).

Verifique se há estipulação ou não do prazo de carência, dentro do qual o incorporador poderá desistir do empreendimento (Artigo 34 da Lei 4591/64 – que dispõe sobre Condomínio, Edificações e as Incorporações Imobiliárias), bem como a época e a forma de cessão de direitos ou transferência do contrato. Atenção para os valores a serem desembolsados quando da entrega das chaves e para a vistoria do imóvel, que deve ser feita após a expedição do auto de conclusão (habite-se). A liberação de financiamento ao consumidor também depende da expedição do habite-se. Informe-se sobre os casos possíveis de rescisão. Se estão fixadas as condições para devolução dos valores pagos, no caso de inadimplência do adquirente.

Importante
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, nas vendas fora do estabelecimento comercial o consumidor pode desistir da compra no prazo de sete dias, a contar de sua assinatura, devendo protocolar seu pedido por escrito e receber corrigidos os valores pagos.
Faça cálculos projetando a incidência do índice de reajuste, incluindo também os juros contratados nos casos que houver financiamento/pagamento a prazo. Após, analise a composição da renda familiar exigida, face o comprometimento com as prestações a serem pagas futuramente (mensais, semestrais, anuais etc.).

Atente para exigências do agente financeiro (número de pessoas que integrarão a renda, parentesco, percentual do comprometimento da renda etc) caso seja esta a opção de pagamento do bem. Informe-se sobre a quem compete o pagamento de encargos relativos à liberação do financiamento, identifique o nome do agente financeiro, quais as condições de pagamento e a forma de correção dessas prestações, bem como o prazo para pagamento.

Fique atento
Antes de concretizar qualquer negócio, consulte o Cadastro de Reclamações Fundamentadas ou o Banco de Dados da Fundação Procon-SP, para se informar da existência de reclamações contra a incorporadora, construtora ou intermediadora/vendedora.

Ao assinar o contrato lembre-se de rubricar todas as páginas. Solicite que o contrato seja assinado na presença de testemunhas qualificadas e do vendedor. Exija, na hora, uma via do contrato original e guarde-a com você, reconhecendo firmas de todas as assinaturas. E posteriormente registre-o no Cartório de Registro de Imóveis competente.
Fonte: Fundação Procon/condoworks