8 de out. de 2015

Preço dos imóveis em 20 cidades tem queda real em 2015

Priscila Yazbek
São Paulo - A alta nos preços médios dos imóveis ficou abaixo da inflação em cada uma das 20 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap nos dois primeiros meses de 2015, sendo que Brasília, Florianópolis, Curitiba, Niterói e Porto Alegre tiveram queda nominal nos preços.

O Índice FipeZap acompanha os valores do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet e é um dos principais indicadores da flutuação de preços do mercado imobiliário brasileiro.
Além de apresentarem variações inferiores à inflação individualmente, o preço médio das 20 cidades do índice subiu apenas 0,55% em janeiro e fevereiro, enquanto a inflação esperada para o período é de 2,32% (expectativa do IPCA, segundo o Boletim Focus do Banco Central).

Isso significa que a variação dos preços dos imóveis em 2015 foi de -1,7% em termos reais, isto é, descontando o efeito da inflação. Em outras palavras, os preços nos mercados imobiliários desse conjunto de cidades apresentaram uma queda real no acumulado de 2015.
A queda real ocorre quando o preço de um determinado item - como os imóveis, neste caso - sobe abaixo da alta generalizada dos preços, medida pelos índices inflacionários.

Variação em fevereiro e nos últimos 12 meses
O ìndice FipeZap também apresentou valorização abaixo da inflação tanto nos últimos 12 meses, quando no mês de fevereiro.
Enquanto o preço dos imóveis registrou alta de 0,17% em fevereiro, a inflação esperada para o mês, medida pelo IPCA, deve  chegar a 1,17%, de acordo com as expectativas do Boletim Focus.
De maneira semelhante, no acumulado dos últimos 12 meses, o índice subiu 5,87%, também abaixo da inflação esperada para o período, de 7,54%, segundo o Focus.

Valor médio do metro quadrado
Em fevereiro, o valor médio do metro quadrado nas 20 cidades analisadas pelo FipeZap foi de 7.482 reais.
A cidade mais cara continua sendo o Rio de Janeiro, onde o metro quadrado médio chegou a 10.650 reais no mês passado. Em seguida aparece São Paulo, com valor médio de 8.493 reais.
Os dois municípios que apresentam as menores médias foram Contagem (3.394 reais) e Goiânia (4.020 reais).
Fonte:exame.com

6 de out. de 2015

Participação de inquilino nas assembleias de condomínios

Rodrigo Karpat*
Antes do advento do novo Código Civil (CC), era a Lei 4591/64 que estava vigente e disciplinava os condomínios, a qual foi derrogada, e não revogada. Ou seja, o que não contrariar o novo CC continua em vigência.

O voto do inquilino nas questões ordinárias estava prevista no antigo diploma no artigo 24º, que dizia “nas decisões da assembleia que não envolvam despesas extraordinárias do condomínio, o locatário poderá votar, caso o condômino-locador a ela não compareça.” (Redação dada pela Lei nº 9.267, de 1996). Porém, o novo Código Civil concede somente aos condôminos o direito a voto e participação em assembleia (artigo 1.335, III do CC).

Os condôminos são aqueles titulares que constam da matrícula/escritura do bem. Ou, quando forem tecnicamente proprietários, como no caso dos promitentes compradores, cessionários, promitentes cessionários. Desta forma, a relação do inquilino é com o proprietário do imóvel, e não diretamente com o condomínio no que se refere aos direitos de propriedade.

O contrato de locação transfere ao inquilino a posse do bem e os direitos de fruição, como utilização de piscina, sauna e áreas comuns, conforme regulado em Convenção. A transferência da posse também impede que o proprietário usufrua das áreas comuns enquanto a unidade estiver locada, já que este tem a propriedade, mas não está na posse do bem. Já a obrigação do pagamento do condomínio perante o edifício é do proprietário.

Caso o inquilino não pague o valor cobrado, e desde que ajustado entre as partes, o responsável pela quitação será o proprietário, que poderá ingressar com ação para cobrar os valores em aberto do locatário. E, caso não tenha sido ajustado entre estes que o inquilino está obrigado ao pagamento das despesas ordinárias do condomínio, a responsabilidade será exclusiva do proprietário (artigo 25 da Lei 8.245/91).

Assim, o novo diploma não prevê a participação de voto do locatório como previa a legislação anterior. Desta forma, fica revogado o item específico do antigo diploma, o qual permitia o voto do inquilino para questões ordinárias, uma vez que o novo prevê o voto exclusivo do proprietário ou equiparado a este. A participação do inquilino em assembleias fica restrita a concessão de procuração pelo titular do direito.

*Rodrigo Karpat é advogado especialista em Direito Imobiliário, consultor em condomínios e sócio do escritório Karpat Sociedade de Advogados
Fonte:


3 de jul. de 2015

Todos são responsáveis pela segurança do condomínio

ENTRADA E SAÍDAS
• Somente permitir o ingresso de visitantes após consultar o morador sobre a conveniência da entrada. Deve ser feita a identificação de todos mesmo que sejam familiares;
• Em caso de dúvida solicitar (novamente) ao condômino para identificar a pessoa, vindo até a portaria ou recepção;
• Verificar se não há pessoas suspeitas com os visitantes autorizados antes de abrir os portões ou a porta de entrada do prédio;
• Após identificação e liberação passar o número do apartamento e o caminho a ser seguido pela visita;
• Manter as entradas do condomínio sempre fechadas, mesmo quando houver a limpeza das calçadas externas ou serviço de jardinagem e nos horários de retirar o lixo;
• Quando houver qualquer entrega de encomenda, o morador deverá ser avisado para que retire na portaria, nunca permita que o entregador vá até o apartamento;
• Entregas que ficarem na guarita deverão ser catalogadas/anotadas em livro e entregue ao zelador que providenciará o local de armazenamento ou entregará ao morador, isso vale para talões de cheques, cartões de banco e encomendas compradas pela internet;
• Atenção aos moradores que retornarem ao prédio e estiverem acompanhados, pois eles poderão ser vítimas abordadas na rua voltando com ladrões. Neste caso basta fazer a liberação um de cada vez, pelo portão de pedestre.

VEÍCULOS / GARAGEM - MORADORES
• A garagem do condomínio é de exclusividade dos condôminos, nunca deveremos permitir que visitantes e prestadores de serviço utilizem essas vagas;
• A identificação do veículo do morador já cadastrado deverá ser feita pela marca e placa do veículo;
• A triagem do veículo deverá ser feito pelas câmeras ou pelo controlador de acesso que deve abordar o morador com educação, pedindo para que ele abaixe o vidro, e com um (bom dia ou boa noite) olhar dentro do veículo para ver se encontra alguma irregularidade, do tipo pessoas estranhas com o morador. O Controlador de Acesso nunca deve ficar de costas para a rua pois poderá ser pego de surpresa.

VEÍCULOS / GARAGEM - VISITANTES
• Não se deixem impressionar pela aparência do visitante. Não seja negligente. Muitos assaltos ocorreram porque foi permitida a entrada de um estranho simpático e bem vestido;
• Caso ocorra a liberação do morador para utilização de sua vaga pelo visitante, ele deverá descer e acompanhar o seu visitante até a sua vaga, se responsabilizando pele mesmo, não deixe de anotar a placa do veículo e quantidade de pessoas liberadas pelo morador;

CONDUTA RECOMENDADA - PORTEIROS E SEGURANÇAS
• Permanecer na guarita ou portaria com a porta fechada e nunca abandonar o posto;
• Evitar aglomerações e conversas desnecessárias, a atenção deve ser permanente;
• Deve haver discrição da parte dos funcionários sobre os hábitos e horários dos moradores. É proibido haver comentários sobre esses assuntos;
• E expressamente proibido fumar dentro das guaritas, sob pena de multa(lei 13.541);
• Evite falar ao celular ou teclando os smart-fones. Utilize apenas quando necessário e por curto período;
• Observar na entrada e saída de moradores se há pessoas suspeitas ao redor;
• Os funcionários da portaria não devem se responsabilizar por chaves de apartamentos mesmo que em curtos períodos, isso vale para entrega de envelopes a terceiros;
• Mudanças e entregas na qual terceiros adentrem no condomínio, deve ter a atenção redobrada, pois podem sumir somem objetos dos condôminos e é comum responsabilizar a portaria;
* Fonte: http://www.alphasecure.com.br

6 de jun. de 2015

Gerador de energia

Sala do gerador de energia
Cecília Lima
Você chega em casa do supermercado e o porteiro abre o portão manualmente. ``Ta faltando luz senhor´´ avisa o funcionário.
Ou você espera a energia voltar, ou então sobe até o décimo andar com as compras nas mãos.
Em outra situação, você chega à noite em casa e percebe que o prédio está sem luz.
Seu filho dorme no banco de trás do carro. Seja qual for o andar, não vai ser nada fácil subir as escadas com a criança no colo, não é verdade?

Cada vez mais os geradores de energia vem sendo instalados nos condomínios, justamente para evitar os que os moradores passem por situação como estas.
Antes eles eram vistos como equipamentos de luxo. Mas hoje, dependendo do número de andares que têm o prédio, eles dão mais segurança e conforto aos condôminos.
Já são artigo de primeira necessidade. Mas é claro que nem todos condomínio precisa de gerador.
Normalmente  o equipamento é recomendado para prédios altos que têm um grande número de moradores, os que são cercados por segurança eletrônica e os comerciais.

Vantagens- Então, antes de instalar um é fundamental levar em consideração se o equipamento realmente vai atender às necessidades dos moradores.
Nesse caso o ponto de partida é uma assembleia entre os condôminos, para avaliar em quais situações o gerador será vantajoso.
Por se trata de uma despesa útil, a compra depende da maioria absoluta.

Nos condomínios eles podem ser utilizados para alimentar os elevadores, bombas d,água,portões eletrônicos, dispositivos de segurança eletrônica e os apartamentos em uma eventual falta de energia.
Para se ter uma ideia, são apenas alguns segundos entre a falta de luz e o acionamento do gerador.
Mas o equipamento também pode ser ligado em horário de pico, quando ocorrem maiores oscilações na rede elétrica que causam as ``quedas´´ de energia,ou em substituição à rede local para reduzir os custos no consumo de energia do condomínio.
Independente de falta de energia, as empresas fabricantes recomendam que o equipamento seja ligado uma vez por semana para manter o maquinário lubrificado.

Custos- É importante que os condôminos fique cientes que um gerador é um investimento alto, que demanda não somente a aquisição do equipamento, como também a instalação do mesmo.
Ele garante energia durante oito a 12 horas, dependendo da carga exigida pelos elevadores e bombas d´água.
Além disso, um gerador requer constante manutenção. A recomendação é que ela seja feita mensalmente, quando são verificados o motor (que em geral utiliza diesel), a água, o óleo a tenção a frequência, ou seja a velocidade do motor, e as condições do quadro de comando.
Em casos de defeito ou falhas no equipamento a empresa contratada irá cobrar a ``manutenção corretiva´´ que nada mais é do que uma cobrança pelo concerto.

Outro ponto que deve ser observado é o local onde o gerador será instalado.
E recomendada a construção de uma pequena sala ou pelo menos que o equipamento fique insolado para evitar acidentes ou que algum objeto caiam sobre o maquinário.
Isso poderá provocar danos gravíssimos quando ele for ligado. Um bom lugar é a garagem, onde a circulação de pessoas é pequena.
O espaço tem que ter pelo menos quatro metros de comprimento por três de largura.

Instalação- É necessário que um funcionário do condomínio fique responsável pelo equipamento para observar, por exemplo, se existe algum sinal de alarme no quadro de comando.
Acionar o quanto antes a assistência técnica, pode fazer a diferença e evitar um problema grave no maquinário.
De qualquer modo, antes de comprar um gerador, é fundamental agendar a visita de um técnico especializado para que ele possa auxiliar na decisão de qual modelo é o mais adequado para o condomínio.
Fonte: jornal do sindico.

4 de jun. de 2015

Não utilize os elevadores em caso de incêndio

Em caso de incêndio em um edifício, a calma e a tranquilidade são fatores essenciais.
De acordo com normas de segurança, a famosa frase “Em caso de incêndio não utilize o elevador, use as escadas”, que fica localizada ao lado de botões de elevador, requer atenção e serve como alerta aos usuários que utilizam o equipamento para se locomover verticalmente de maneira ágil.

Em caso de incêndio em um edifício, a calma e a tranquilidade são fatores essenciais. Mas também é de extrema importância seguir alguns procedimentos para que todos saiam em segurança. Veja algumas dicas recomendadas pela Atlas Schindler.

? Sempre mantenha a calma e dirija-se para as escadas. Siga todas as orientações dos brigadistas de incêndio do local.

? Não utilize o elevador. O incêndio poderá cortar a energia do edifício e você poderá ficar retido na cabina do elevador, colocando em risco sua segurança.

? É importante manter a calma, descer com passos rápidos, mas sem correr. Utilize o corrimão para sua segurança.

? Não tente combater o incêndio, a menos que saiba utilizar com eficiência os equipamentos de combate.

? Durante a saída ou após sair do edifício, jamais volte para pegar objetos.

  Os profissionais de condomínios têm papel fundamental em casos de incêndio, principalmente adotando medidas que ajudam a manter a segurança de todos. “É dever do condomínio manter os extintores de incêndio em dia com a validade, inclusive na casa de máquinas do elevador. Quando o técnico de manutenção dos elevadores indicar que a data está expirando, o condomínio deverá trocá-lo imediatamente”, explica Osmar Cavalcanti dos Santos, um dos técnicos do Atendimento Avançado da Atlas Schindler.

Se você é um profissional de condomínio confira algumas dicas para auxílio aos moradores:

? Chame o Corpo de Bombeiros o mais rápido possível.

 ? Não obstrua as saídas de emergência.

? Certifique-se de que o condomínio possui os extintores apropriados e sempre cheque seus respectivos vencimentos e manutenções necessárias.

? Desligue a chave geral do condomínio, localizada normalmente no térreo. Antes desta ação, verifique a existência de passageiros no elevador.

? Caso o elevador possua a OEI (Operação de Emergência em caso de Incêndio), acione o dispositivo que entrará em ação, trazendo o equipamento para o andar térreo e desligando-o automaticamente.

? Oriente os condôminos e usuários para não utilizarem o elevador em caso de incêndio. A escada de emergência é o caminho mais seguro para a evacuação do edifício.

? Mantenha os extintores de incêndio em dia com a validade, inclusive na casa de máquinas do elevador. Quando o técnico de manutenção dos elevadores indicar que a data está expirando, o condomínio deverá trocá-lo imediatamente.
Fonte:http://www.acritica.net

17 de mai. de 2015

10 cuidados na contratação de funcionários para condomínios

Se contratados sem os cuidados necessários, funcionários podem colocar segurança dos moradores em risco.
Câmeras, monitores, botão anti-pânico, sequenciador de imagens alternando as portarias e tantos outros equipamentos contribuem com a segurança no condomínio, mas não são suficientes. Segundo o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Hubert Gebara, o risco para os moradores pode estar dentro do prédio: os próprios funcionários, se contratados sem os cuidados necessários. Uma importante medida de cautela a ser adotada é exigir e renovar o atestado de antecedentes criminais de candidatos a qualquer vaga, desde porteiro, faxineiro, vigia e zelador, entre outros.

Não basta pedir essa documentação só no ato da contratação do funcionário. O ideal é que o atestado de antecedentes seja renovado a cada seis ou 12 meses. Já houve caso de um porteiro que tinha ficha limpa em São Paulo, onde foi contratado. Depois descobrimos que era suspeito de um crime praticado em outro Estado?, diz Gebara.

A seleção prévia do candidato tem de ser feita pela administradora do condomínio, que encaminha os três melhores perfis para o síndico escolher. O procedimento usual da empresa precisa obedecer os seguintes critérios:
1-     Realizar entrevista pessoal com o candidato, de preferência por profissional com conhecimento em processos seletivos e práticas de Recursos Humanos;

2-      - Exigir que o candidato preencha, de próprio punho e com letra legível, ficha com dados pessoais (nome completo, CPF, RG, endereço). Para evitar problemas com homônimos, essa ficha cadastral tem de conter também informações como nome do pai, da mãe, data, ano e cidade onde nasceu. Se possível, a administradora de condomínios deve providenciar análise grafológica das fichas, realizada por profissional capacitado;

3-      - Solicitar, na ocasião da contratação e renovar periodicamente (a cada 6 ou 12 meses), o atestado de antecedentes criminais;
 
4-      - Solicitar certidão negativa de cartório de protestos;

5-      - Solicitar certidão negativa do distribuidor Forense (Justiça criminal);

6-      - Solicitar certidão negativa da Justiça do Trabalho;

7-      - A administradora de condomínios deve analisar ainda, se o aspecto pessoal do candidato é compatível com a função para a qual ele se candidata;
8-      - Buscar referências nos dois últimos empregos do candidato. Falar diretamente com o síndico, para obter informações sobre temperamento e sociabilidade, bem como capacidade e conhecimento técnicos;

9-      - O período de experiência deve obedecer 45 dias de trabalho, prorrogável por mais 45 dias;

10-   - Os síndicos devem pagar aos funcionários dos condomínios salários compatíveis com os praticados no mercado. Assim, evita-se a dupla jornada de trabalho.
Fonte:www.faciladm.com.br